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Deyson Gilbert: uma grande aposta da Bazaar Art

O artista apresenta as suas obras na Bienal de São Paulo

by redação bazaar
Instalação ‘DCVXVI’, de 2014 - Foto: Divulgação

Instalação ‘DCVXVI’, de 2014 – Foto: Divulgação

por João Perassolo

Em 2013, ele foi  o artista mais jovem a ser incluído no elenco do livro ABC – Arte Brasileira Contemporânea, compilação de 86 nomes lançada pela Cosac Naify em que curadores fizeram um quem é quem na cena de hoje. Da mesma geração de Clara Ianni e Ivan Grilo, este pernambucano nascido na pequena São José do Egito no meio da década de 1980 tem uma das obras mais inquietantes do panorama atual. Deyson Gilbert usa diferentes linguagens, das clássicas às contemporâneas –pintura, escultura, desenho, performance, instalação, colagem e vídeo–, para expressar seu trabalho de conotação política, tema em voga no momento.

Em 2011, criou Economia do Transe, uma escultura de objetos acoplada a um bloco de gelo que, ao derreter, desmontava todo o conjunto. Dois anos mais tarde, fez troça do Mickey ao aplicar bolas redondas como se fossem orelhas na instalação “Fantasia”. Em 2014, causou rebuliço na reedição dos 50 anos da Marcha com Deus Pela Família, quando passeou pelo evento segurando uma faixa preta onde se lia “esta imagem está invertida”.

Sua arte de questionamento vem sendo apresentada fora do país. Ele participou da importante mostra de artistas contemporâneos brasileiros que esteve no museu Astrup Fearnley, em Oslo, e que depois passou pelo Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, e pela DHC/Art Foundation, em Montréal, onde acaba de encerrar temporada. Neste recorte do curador suíço Hans Ulrich Obrist, Deyson Gilbert esteve ao lado dos consagrados Tunga, Adriana Varejão e Fernanda Gomes.