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Estresse não é coisa só de adulto!

Saiba como aliviar as tensões dos pequenos

by redação bazaar
Foto: Divulgação

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por Erika Masckiewic

Estresse e irritabilidade não são assuntos apenas de adulto. As crianças podem sofrer com esses mesmos males que atingem as pessoas mais velhas, porém, quando perceber que esses fatores estão ligados à sua saúde e bem-estar e não à birra e malcriação? “O estresse infantil pode ser percebido através de várias manifestações. Porém, a mais comum é a queixa de cansaço constante sem alteração da rotina, irritabilidade e um movimento que chamamos de contenção, ou seja, quando a criança parece sempre estar contida e com o humor instável”, explica a psicoterapeuta Maura de Albanesi.

Assim como os pais, as crianças também têm dias difíceis, muitas vezes relacionados às cobranças escolares, carga excessiva de atividades extracurriculares, agitação de uma cidade grande, a disputa pela atenção dos pais com os irmãos, além de casos mais específicos, como bullying, separação dos pais, chegada de um novo irmão ou morte de um ente querido ou do animal de estimação, por exemplo.

A primeira mudança no comportamento da criança é quando ela abre mão de atividades que gosta, isolamento, baixo rendimento escolar, desmotivação e crises repentinas de choro ou raiva. E quando a cabeça não está bem, o corpo reage de forma brusca, como perda ou ganho de apetite repentino. A criança busca consolo na comida. O estresse também consome propriedades importantes para a vitalidade como um todo, causando queda de cabelo e alergias.“Essa geração é muito cobrada pelos pais a um nível de perfeição que incita este quadro. A criança passa a ter dificuldade de expressar as suas emoções diante de tantos compromissos e eventos, além dos desafios que já são pertinentes a cada faixa etária. Estamos supervalorizando perfis multitarefas”, ressalta Maura.

Para restaurar o equilíbrio é necessário escutar a criança, mesmo que, a princípio, não consiga entender. É fato: a cura começa nos pais. Você já reparou como o príncipe Willian, da Inglaterra, conversa com o filho George? Ele se agacha ao falar com o pequeno príncipe, uma forma de comunicação que permite desenvolver vínculos afetivos e de respeito. “O primeiro passo para acalmar a criança é olhar na altura de seus olhos e mostrar disponibilidade. Broncas e repreensões tornarão a relação mais estressante”, comenta a psicoterapeuta.

Tanto na rotina quanto nas crises de estresse, procure usar palavras que fortaleçam o poder mental e emocional em vez de palavras que a intimidem e exponham a sua fragilidade.

HORA DE ACALMAR
Para auxiliar e melhorar as crises de irritabilidade e choros repentinos, que tal investir em atividades físicas ou técnicas de relaxamento específicas para as crianças? No Amadí Spa, em São Paulo, o serviço de day spa ajuda a equilibrar o sono e as funções orgânicas, além de melhorar a disposição e a atenção dos pequenos.

Para auxiliar e melhorar as crises de irritabilidade e choros repentinos, que tal investir em atividades físicas ou técnicas de relaxamento específicas para as crianças? No Amadí Spa, em São Paulo, o serviço de day spa ajuda a equilibrar o sono e as funções orgânicas, além de melhorar a disposição e a atenção dos pequenos.

Já crianças praticantes de ioga apresentam mudanças de comportamento, tornando-se mais tranquilas, autoconfiantes e concentradas. “Atividade física diária libera e facilita a canalização da energia muscular e mental, o que proporciona maior bem-estar, serenidade e autoconfiança”, completa Juliana Souza, instrutora da Fundação Arte de Viver.

O curso de ioga é muito lúdico. As posições chamadas de asanas são dadas contando uma história para que a criança associe a atividade ao universo dos contos infantis. “Quando os praticantes mirins chegam em casa eles podem repetir as posições porque se lembram da história. São posturas que trabalham todos os órgãos, da cabeça aos pés”, explica Juliana.

A dança também atua diretamente contra o estresse infantil, já que a movimentação corporal expressa a forma com que a criança se sente: seja estressada, triste ou até mesmo chateada. Segundo Esmeralda Gazal, coordenadora pedagógica do Estúdio Anacã, de São Paulo, a dança estimula a relação social. “Ao dançar, a sensação de prazer é imediata graças à liberação de serotonina. É como comer um chocolate, sentimos prazer instantâneo. Na dança, o alívio do estresse funciona da mesma forma, o resultado pode ser notado na hora, já que a dança traz felicidade e solta todas as amarras”, conclui.

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