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Conheça o treino que secou nossa editora de beleza em 3 meses

O XBody traz resultados incríveis em tonificação, força e perda de gordura – ah, de quebra, ainda melhora a celulite!

by Ariene Oliveira

por Anna Paula Buchalla

Sério. Parece propaganda enganosa: 20 minutos de treino sem peso equivalem a 3 horas de academia. É para desconfiar, mas essa é a promessa do XBody, método fitness que desembarcou no ano passado na capital paulista e no Rio de Janeiro, nas academias TecFit.

O treino de eletroestimulação muscular, recurso usado por atletas como Usain Bolt, Cristiano Ronaldo e modelos do mundo todo, é indicado para aumentar a força, a resistência e a massa muscular.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Ajuda ainda a emagrecer e (meninas, é fato!) melhora a aparência da celulite. O convite para eu testar a novidade veio de Carlos Amoedo, um dos jornalistas de saúde, fitness e bem-estar mais respeitados do país – e que jamais me ofereceria algo que não fosse sério, eficaz ou seguro. Resolvi aceitar. Faltavam três meses para o verão. “Apenas vinte minutinhos”, pensei. Por que não?

 

No caso dos atletas, o método XBody é mais um complemento nos treinos de todo o dia, mas para a grande maioria das pessoas vale como atividade exclusiva. No meu caso, seria o único exercício físico nesses 90 dias – no máximo, faria uma corrida de duas a três vezes na semana para complementar. No dia 20 de setembro do ano passado, fiz minha primeira avaliação física, antes de começar a treinar. Exames de força, resistência e bioimpedância, além de medidas corporais.

 

 

Passados três meses, perdi 2,5 quilos (sem fazer dieta!), ganhei quase 4 quilos de músculos e meu nível de gordura no corpo foi reduzido em mais de 18%. Minha idade corporal passou de 44 para 31 anos! Ainda melhorei minha hidratação, perdi medidas nas coxas, glúteos e braços e, minha maior surpresa, ao fim do programa tinha menos 5 centímetros de cintura. Os resultados são evidentes e, confesso, nenhuma outra modalidade me trouxe esses ganhos em tão pouco tempo.

Consegui um corpo mais firme e tonificado graças a uma forma totalmente diferente de estimular os músculos – os aparentes e aqueles que a gente nem imagina que existam. Os “choquinhos” fazem com que 90% das fibras musculares do corpo sejam ativadas ao mesmo tempo. Isso graças a movimentos voluntários e involuntários provocados pela corrente elétrica que vai direto na musculatura. Trabalham-se conjuntamente 250 músculos do corpo todo.

Para treinar, usei uma roupa especial, feita com um tecido que retém a água perdida em forma de suor. É essa água que ajuda a conduzir a eletricidade dos fios, presos à vestimenta high tech. Todo o processo é monitorado por um equipamento conectado aos fios, que não apenas fornece mas também mede a intensidade dos estímulos. E, claro, o cuidado aqui é individual. Cabe ao profissional que acompanha as aulas estabelecer a intensidade e o tipo de série ideal para cada aluno, de acordo com os objetivos e metas.

 

Foto: Divulgação

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O diretor técnico da TecFit, Keko Rodrigues, foi meu treinador nesses meses. Keko se dedicou a montar meus treinos (duas vezes por semana, com algumas escapadas minhas, confesso!) sempre focando nas minhas necessidades – forçando um pouquinho aqui, aliviando outro tanto ali. Os movimentos são os mesmos de um treino funcional: agachamentos, flexões, abdominais, aeróbicos (corridas e saltos, por exemplo), prancha, exercícios de luta e movimentos com o peso do corpo. Mas há sempre alguma boa novidade para incrementar os treinos, como trampolim, TRX e SkiErg, aparelho que simula esqui na neve. Rápido e variado, passa num piscar de olhos.

 

Mas se você imaginou que essa é uma atividade para preguiçosos, ou para quem não curte academia, esqueça. Não é fácil malhar com a corrente elétrica fazendo uma espécie de contra-pressão. É trabalho curto, mas muito intenso. Até por isso, o treinador tem que estar muito atento a posturas corretas, ritmo e capacidade de força e resistência para dar o tom (e a intensidade) da eletroestimulação. Qualquer errinho, pode ter reflexos até em assimetria muscular. Normalmente, concentram-se os estímulos na barriga, nos braços, nas coxas e nos glúteos. Algumas vezes, Keko usou os “choquinhos” de forma terapêutica, para aliviar minhas tensões pós-treino.

 

Pois é, não se trata de propaganda enganosa. É ciência pura, aplicada à fisiologia do esporte e testada por atletas de alta performance. Um alento para quem tem pouco tempo para treinar ou simplesmente não curte passar horas em uma academia de ginástica. Duas vezes por semana, durante 20 minutos, e posso atestar: os resultados aparecem. E superam as expectativas. A boa notícia é que a rede TecFit está se ampliando no país: além das unidades da Rio de Janeiro, Porto Alegre e Moema e Brooklin, em São Paulo, semana que vem abrirá mais uma loja, dessa vez nos Jardins.