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Noz da Índia é a promessa da vez para perda de peso rápido

Endocrinologista Maurício Hirata explica os cuidados a serem tomados

by elav
Foto: Reprodução revista Harper's Bazaar

Foto: Reprodução revista Harper’s Bazaar

Por Anna Paula Buchalla

Já ouviu falar em noz da Índia? A semente é milenar, mas sua indicação para a perda de peso entrou há pouco para a lista das super promessas do emagrecimento. A Aleurites moluccana, além de ajudar na queima de gordura, teria poderes de baixar o colesterol, prevenir a prisão de ventre, diminuir a ansiedade e, melhor de tudo, tirar a fome. Ela também funciona como laxante e diurético natural, além de ter uma alta concentração de fibras. Há relatos de perda de peso de 4 a 12 quilos em um mês. Daí o buzz em torno da noz, apesar de não haver estudos científicos suficientes que atestem todos esses benefícios. Quem usa, jura que funciona.

A noz da Índia é utilizada como alimento em alguns países como Malásia e Indonésia, na forma de semente cozida ou óleo. Aqui, ela é encontrada em lojas de produtos naturais ou na forma de suplementos. Mas muita gente compra o produto em sites especializados. “O grande problema destes fitoterápicos vendidos pela internet é que a maioria não tem registro na Anvisa”, explica o endocrinologista Maurício Hirata, da clínica Biohirata, de São Paulo. “Algumas das maiores intoxicações por medicamentos no fígado que eu presenciei na minha carreira foram provocadas por fitoterápicos”, afirma.

Há risco de efeitos colaterais sérios caso os remédios naturais não sejam bem monitorados – de preferência, por um médico. “Mesmo fitoterápicos consagrados como o gingko biloba, que é utilizado para distúrbios do labirinto e memória, podem provocar hepatite medicamentosa e até cirrose, se não usados corretamente”, afirma Maurício Hirata.

Segundo o endocrinologista, um dos tópicos mais discutidos pelo FDA, o órgão que controla a venda de remédios nos Estados Unidos, é o controle de fitoterápicos. Muitos contêm contaminantes como sibutramina e hormônios anabolizantes de tireoide, entre outros. “Isto não significa que eu seja contra os remédios naturais. Muito pelo contrário, eles são extremamente úteis e seguros, desde que corretamente acompanhados”, diz. Ou seja: noz da Índia liberada, com cautela.