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Ultralifting: tecnologia do ultrassom alcança resultados similares ao da cirurgia plástica

Tecnologia que usa ondas acústicas evolui e ganha o mercado da estética

by Anna Paula Buchalla
"O que se nota com o uso deles é que são realmente uma alternativa não cirúrgica para rosto e pescoço, sem os riscos da cirurgia e o tempo de recuperação", afirma a dermatologista Christiane Gonzaga - Foto: Arquivo Bazaar Brasil

“O que se nota com o uso deles é que são realmente uma alternativa não cirúrgica para rosto e pescoço, sem os riscos da cirurgia e o tempo de recuperação”, afirma a dermatologista Christiane Gonzaga – Foto: Arquivo Bazaar Brasil

Se você ainda não ouviu, certamente vai ouvir alguém do seu círculo dizer que a cirurgia plástica de rosto é coisa do passado. Evidentemente, há certo exagero na frase, mas o fato é que, graças aos avanços das tecnologias não cirúrgicas da beleza – que levantaram as maçãs do rosto, definiram a linha do queixo e firmaram a pele de muitas mulheres -, essa é uma promessa não tão distante.

E um dos principais protagonistas dessa história é um velho conhecido da medicina, o ultrassom. A tecnologia que usa ondas acústicas não é nova e existe na prática médica desde os anos 1950, para diagnósticos e tratamentos que vão muito além da estética. Mas, nos últimos dois anos, ela evoluiu a ponto de alcançar resultados considerados extraordinários por dermatologistas e cirurgiões plásticos.

“Com a evolução tecnológica, o ultrassom para fim estético teve a intensidade e a frequência das ondas acústicas ajustadas, gerando mais penetração, profundidade e aquecimento no tecido”, explica a dermatologista Christiane Gonzaga, do Rio de Janeiro. Com isso, a energia do ultrassom do tipo focado aquece as camadas mais profundas da derme, estimula a formação de colágeno como nenhum outro aparelho e promove a contração muscular, garantindo o suporte e a estrutura da pele de dentro para fora.

Com os nomes de Ulthera, Ultraformer e Doublo S, esses equipamentos conseguem atingir os SMAS, os músculos que os cirurgiões puxam e esticam durante a operação. “O ultrassom focado é a única tecnologia capaz de atingir a fáscia muscular, a camada que recobre o músculo conhecida pela sigla SMAS (Superficial Muscular Aponeurotic System), como se estivesse grampeando a pele, agindo direto na flacidez”, diz o dermatologista Daniel Manor, do Espaço Dome, em São Paulo. “O que se nota com o uso deles é que são realmente uma alternativa não cirúrgica para rosto e pescoço, sem os riscos da cirurgia e o tempo de recuperação”, afirma Christiane.

Os novos ultrassons figuraram entre os grandes destaques do último meeting da Academia Americana de Dermatologia, que aconteceu recentemente em San Diego, nos Estados Unidos. Lá também foi apresentado o aparelho de ultrassom mais recente, o Ultra Shape Power, para combater a gordura localizada. “Ele trata grandes áreas do corpo, como abdômen, coxas e flancos, em diversas profundidades na camada de gordura”, diz a doutora Christiane.

E esse é outro mérito da tecnologia de ultrassom. Inicialmente usados no rosto, agora os equipamentos também tratam a flacidez corporal, em profundidades maiores, como no interno de braços e coxas e joelhos. É também um tratamento batizado de lunch time, já que, depois de 30 minutos a 1 hora de procedimento, pode-se voltar às atividades normais imediatamente.

O procedimento é rápido, mas requer paciência: os efeitos se acentuam gradativamente até seis meses depois e recomenda-se fazer de uma a duas vezes ao ano. Alguns pacientes relatam dor ou desconforto durante a sessão. Nada insuportável.

“O próximo passo, que já é uma realidade na Coreia, é o uso da tecnologia de ultrassom para rejuvenescimento vaginal”, diz a dermatologista Christiane Gonzaga. “A grande preocupação das coreanas é com a lubrificação; já existe um novíssimo aparelho, o Sonocare, com uma tecnologia chamada nano cell vibration, que pode agir seletivamente nesse aspecto ou atuar mais profundamente na contração do tecido vaginal”, explica.

Até agora, só havia lasers com essa função, como o érbio não ablativo e o laser de CO2, como o Femilift, usado com sucesso para melhorar a lubrificação, contrair as paredes vaginais e ainda tratar a incontinência urinária. Quanto mais opções, melhor.

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