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Apenas 3%

Bianca Comparato fala à Bazaar sobre o desafio de protagonizar a primeira série brasileira da Netflix

by Guilherme Rodrigues

 

Foto: Pedro Saad/Netflix

Foto: Pedro Saad/Netflix

Por Gustavo Abreu

Não foi preciso muito convencimento para Bianca comparato dizer “sim” à personagem Michele, de 3%.“entrei [no elenco] quando ainda não havia nem roteiro”, conta. Bastou o desejo de trabalhar com o diretor uruguaio César Charlone – indicado ao Oscar de melhor fotografia por “Cidade de Deus” – e conhecer um pouco da premissa da trama.“Acreditei na mensagem: a segregação socioeconômica pode ser um caminho sem volta para a humanidade”, diz. explicamos.

Na primeira série brasileira da Netflix, um sci-fi pós-apocalíptico, 97% da população vive na plena miséria com acesso limitado a comida e água. os outros 3% vivem isolados no Maralto, uma ilha rica em recursos onde ninguém é injustiçado. para passar para o lado de lá, jovens de 20 anos são submetidos a um árduo processo seletivo, em que passam por testes psicológicos e de força – como um crossover de sagas young adult da linha “Jogos Vorazes” e “Divergente”.

A personagem de Bianca é uma jovem ingênua, mas com um enorme senso de justiça.“ela não tem família e foi criada pelo irmão, até ele passar pelo processo”, conta.“seu objetivo na vida é ser aprovada. Mas ela não está no processo com o único objetivo de ir a Maralto. ela quer mais, e enfrenta vários conflitos internos”, continua.

Cercada por mistério, segredos e avisos de acesso restrito,a preparação para as gravações levou um mês,período em que os atores puderam se entrosar e ensaiar sequências de ação. pelo trailer, a série promete muitos efeitos especiais – os episódios foram gravados com tecnologia Ultra HD 4K.“o maior desafio foi encontrar o tom certo, fazer com que o futuro ficasse crível”, relembra Bianca, sem poder descrever a cena mais desafiadora de gravar.“seria spoiler”, despista. João Miguel (Felizes para Sempre?) e rodolfo Valente (Malhação) também estão no elenco.

Aos 31, com mais de dez anos de Globo (“Belíssima”, “Avenida Brasil”) e pelo menos uma protagonista no currículo (ela foi a Ana de A Menina Sem Qualidades, série de felipe Hirsch para a MTV), Bianca encara o desafio de inaugurar as produções da Netflix em território nacional sem essa de sentir pressão.“sempre fico ansiosa em estreias. Mais do que ansiedade, sinto orgulho de fazer parte de um time como esse do 3%.” fã de “Black Mirror“, Jennifer Lawrence e da saga “Mad Max“, ela vê nas novas gerações a esperança de um futuro melhor.

“As ocupações nas escolas vêm mostrando que existe possibilidade de renovação. Basta a gente lutar”, pontua.“Mas sem luta o mundo pode ficar como a nossa série: 3% de privilegiados contra 97% de pessoas vivendo na escassez. espero que nossa mensagem sirva como um alerta.” os oito primeiros episódios de 3% já estão disponíveis na plataforma de streaming