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Fernanda Gomes: a artista da cena contemporânea que merece sua atenção

A carioca já soma 28 anos de reconhecida carreira dentro e fora do país

by redação bazaar
Obra sem título, de 2014 - Foto: divulgação

Obra sem título, de 2014 – Foto: divulgação

A carioca já soma 28 anos de reconhecida carreira dentro e fora do país. Representada por quatro galerias diferentes – Luisa Strina, em São Paulo; Alison Jacques, em Londres; Emmanuel Hervé, em Paris; Peter Kilchmann, em Zurique–, Fernanda Gomes viu crescer o mercado para suas esculturas e assemblages, em especial depois de sua participação nas bienais de São Paulo, em 2012, e de Istambul, no ano seguinte. Há poucos meses, a revista norte-americana Art+Auction a considerou um dos 25 artistas “mais colecionáveis” em meio de carreira. Em suas obras, Gomes usa materiais cotidianos como caixas de fósforo, placas de vidro, caixotes de madeira, restos de mobiliário, travesseiros, folhas de livro soltas e garrafas de vidro quebradas. O crítico e professor Luiz Camillo Osorio considera o trabalho da artista “inconfundível” e afirma que ela trata “coisas tão desprezadas como verdadeiras preciosidades”. Outra de suas assinaturas está no uso da tinta branca. A carioca fala do quanto aprecia o caráter “receptivo” dessa cor, que deixa evidente alterações sutis nos níveis de luz do ambiente ao redor de suas instalações. A maneira como dispõe suas peças de madeira pintadas de branco no espaço das galerias e museus é também um modo de expressão. Sua obra está presente em 12 coleções públicas, incluindo algumas das mais importantes do mundo, como a do Centro Georges Pompidou, em Paris, a da Tate Modern, em Londres, a do Museu Serralves, no Porto, e a do Art Institute of Chicago.