Busca Home Bazaar Brasil

Em alta: as obras com mood pop de Claudio Tozzi

Artista foi influenciado por nomes como Andy Warhol e Roy Lichtenstein

by redação bazaar
Tela "Encontro", de 1967 - Foto: divulgação

Tela “Encontro”, de 1967 – Foto: divulgação

Descoberto há pouco pelo público europeu e norte-americano depois de passar por uma série de exposições internacionais, a arte pop do paulistano Claudio Tozzi está em alta. Suas pinturas e serigrafias, influenciadas por grifes do pop americano como Andy Warhol e Roy Lichtenstein, vêm se valorizando em função da mostra World Goes Pop, encerrada na Tate Modern, em Londres, no final de janeiro, de sua primeira individual na capital britânica, que levou 18 de suas obras à galeria Cecilia Brunson Projects, e de um grande recorte do chamado pop global, que incluiu alguns de seus trabalhos e passou por várias cidades dos Estados Unidos. Um conjunto de obras do artista também estará numa mostra coletiva que a Pinacoteca do Estado de São Paulo abre em agosto.

Nas décadas de 1960 e 1970, Tozzi retratava, em cores fortes e grafismos, os protestos contra o regime militar que via nas ruas. Como estudante de arquitetura da Universidade de São Paulo, participou de movimentos estudantis e organizações clandestinas, que serviram de fontes de inspiração, além do material publicado na imprensa. Sua obra, no entanto, difere da de seus colegas do norte, mais focados em retratar ícones de consumo de massa e celebridades. O paulistano rompeu com a discussão sobre consumo para levar o pop nacional, ou a chamada nova figuração, a um terreno muito mais político do que comportamental.