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Stella McCartney é uma das estrelas de campanha contra violência doméstica

"Não é preciso ser um gênio para perceber que, por centenas de anos, as mulheres estão sendo tratadas como cidadãs secundárias, e isso não é mais aceitável", declarou a estilista britânica

by Ariene Oliveira
Stella McCartney - Foto: Instagram

Stella McCartney – Foto: Instagram

Desde 2012 o grupo Kering, das marcas de luxo como Gucci, Saint Laurent e Alexander McQueen, faz campanhas no Dia Internacional da Luta pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, celebrado em 25 de novembro.

Neste ano, nomes da moda como Christopher Kane, estilista de sua marca homônima, Alessandro Michele, à frente da Gucci, Joseph Altuzarra, designer de sapatos, e Stella McCartney, estilista de sua marca homônima, foram eleitos para estrelar a campanha #ICouldHaveBeen (eu poderia ter sido). Nesta campanha os homens foram convidados a revelar o nome que teriam se tivessem nascido do gênero oposto, enquanto as mulheres estamparam imagens com a palavra Her (ela), seguidas de dados de violência contra as mulheres.

O texto de divulgação da campanha diz: “Quando pais estão esperando filhos, eles pensam em vários nomes. Todos temos um nome de mulher que nos foi destinado. Seu nome é James, mas poderia ter sido Chiara. Todos nós poderíamos ter sido ELA: a 1 em cada 3 meninas e mulheres no mundo que passaram por alguma situação violenta.”

E no post publicado por Stella em seu Instagram ela declarou: “Nós, como mulheres, somos uma equipe, temos que nos apoiar e nos unir. Os homens estão mostrando seu apoio, e agora devemos todos unir forças. Estou confiante de que a geração mais nova de mulheres e homens usará sua voz e cessar a violência”.

Para a estilista Stella, que participa desta campanha desde sua primeira edição, o machismo infelizmente não diminuiu. “Todos sabemos quais são os problemas que os homens e as mulheres estão enfrentando”, afirmou. “Não é preciso ser um gênio para perceber que, por centenas de anos, as mulheres estão sendo tratadas como cidadãs secundárias, e isso não é mais aceitável. Temos os mesmos direitos que os homens, e precisamos ter mais confiança em nós mesmas e nos permitir ter voz.”