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A vez do genderless

É cada vez mais comum as marcas apostarem nas modelagens unissex e nos coloridos neutros

by redação bazaar

Esqueça o vestidinho bufante cor-de-rosa e ceda à pressão dos novos tempos – a moda sem gênero veio para ficar. A alteração das tonalidades foi a primeira pista de algo estava fora da ordem (ou finalmente nos eixos!): o rosa e o amarelo para meninas, e o azul e o verde para meninos perderam lugar para cores “mais adultas”, como preto, cinza, nude e off-white. Também não é raro ver os tais coloridos pré-determinados em corpos diferentes. É nessa pegada que muita brand tem construído o perfil dos novos consumidores.

Se a tendência caminha a passos largos no exterior, com bambas da indústria petit mudando as regras do jogo, caso da Bang Bang Copenhagen, da Tiny Cottons e da Mini Rodini, o mercado brasuca não ficou pra trás. A Cavalera Kids, marca recém-inaugurada por Alberto Hiar, trouxe para sua coleção infantil o toque rocker da grife, enquanto a Trend4tods, da empresária Fernanda Knopfler, aposta em roupas com estampas imparciais, desenhos lúdicos e caimentos funcionais. “Basta sair para comprar brinquedos de cozinha para notar que dificilmente há alguma coisa que não seja exclusivamente de menina. É como se o garoto não pudesse brincar de cozinha, o que nos dias de hoje está fora de cogitação, já que temos grandes chefs à frente dos fogões mais estrelados do mundo”, diz.

Contudo, vale lembrar que a moda sem gênero não é exatamente uma supernews no circuito fashion. Lá pelos anos 1920, o assunto já era pauta para a estilista Coco Chanel readequar o mood das peças femininas. Mesmo assim, o tema ainda enfrenta resistência. Mas nesse embate, o importante é pontuar que não existe lado certo.