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Conheça a Artsy Girl, Gabriela Magalhães

A colecionadora carioca transformou o apartamento num retrato pop do melhor da arte nacional à beira-mar

by redação bazaar
Foto: Demian Jacob

Foto: Demian Jacob

Por Dudi Machado

Apesar da pouca idade, Gabriella Magalhães, 26 anos, está engendrada no mundo das artes de maneira consistente. Por acaso da vida, do gosto seu e de seu marido, o empresário do mercado financeiro Fernando Marques, 41 anos, o casal se tornou um dos mais jovens e mais expressivos colecionadores da cena nacional. “Eu e o Fernando começamos a nos interessar por arte, no início, como quase todos os nossos amigos: procurando peças para a casa”, relembra.“Depois, fomos totalmente tomados por esse universo e por esse espírito de colecionismo, que requer um grande empenho de tempo, dinheiro e estudo. Passamos por todas as fases. De conhecer, comprar e, agora, de nos entendermos com nossa coleção.” O apartamento, em frente à praia no Leblon, abriga apenas 20% do acervo, que fica espalhada também pelo escritório de Fernando e num galpão especializado. As peças em casa são as favoritas de Gabriella, que fez sua própria edição.

sleepers Gucci. Foto: Demian Jacob

sleepers Gucci. Foto: Demian Jacob

O foco do casal sempre foi a cena artística nacional, especialmente novos talentos, uma decisão consciente, com intenção de fomentar esse universo.“Naturalmente nos aproximamos de personagens que se tornaram amigos:a turma das galerias MendesWood,FortesVilaça eVermelho, em São Paulo, e a Gentil Carioca, no Rio, devem facilmente representar 80% de nossa coleção.”A primeira obra importante adquirida por eles foi um trabalho de Ernesto Neto,em 2010, que ocupa lugar de destaque no apartamento e que, de certa maneira, deu o tom da coleção que passeia por nomes como Janaina Tschape, Rodrigo Matheus, Lucas Arruda,Vik Muniz, Luiz Zerbini, Ana Maria Tavares, Adriana Varejão, Jac Leirner…

Patronos de Inhotim, da Pinacoteca de São Paulo, do museu MAR, no Rio de Janeiro, e contribuintes do Parque Laje, hoje, mais do que compradores, fazem questão de participar ativamente da cena. Gabriella promove encontros intimistas e com pequenos grupos para que as pessoas possam entrar no universo do artista e abrir sua visão para cada obra. Recentemente, ela se juntou à Galeria Nara Roesler para um bate-papo e visita ao ateliê de Vik Muniz. Por lá, ele dividiu sua trajetória, o processo criativo e o contexto da arte contemporânea, entre outras curiosidades que envolvem o dia a dia de um artista.

Foto: Demian Jacob

Foto: Demian Jacob

Geminiana, Gabriella morou em Portugal, Nova York e São Paulo para, finalmente, se restabelecer no Rio. Apaixonada por moda, passou pelas cadeiras do IED, em São Paulo, edoFIT, emNY.“Sou muito visual por natureza, a moda foi o caminho mais óbvio e me guiou na adolescência.A arte veio na sequência e, junto, um interesse maior por design de interiores e mobiliário.

Foto: Demian Jacob

Foto: Demian Jacob

Isso acabou mudando minha relação com o consumo: você não precisa realmente ter as coisas para poder desfrutar delas, fiquei muito mais consciente a esse respeito.” Nessa fase mais clean, surgiu a fotografia, sua nova paixão, que rendeu um curso de especialização em NovaYork, e o trabalho de Robert Mapplethorpe como o objeto do desejo do momento.“Conforto, para mim, é primordial hoje em dia, tanto em casa quanto no vestir. Raramente uso salto alto”, diz ela, que, recentemente, se encantou pela estética da Escandinávia.“Tudo faz sentido, mais simples e com conteúdo É um reflexo de quem são.Acho essa coerência importante e fascinante.”