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Conheça a Wai Wai, marcas de acessórios supercool de Léo Neves

Ele dá cara nova ao artesanato brasileiro

by redação bazaar
Foto: Divulgação

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por Ligia Carvalhosa

Como stylist, ele conheceu a moda e treinou o olhar. Mas pensar a imagem a partir da criação dos outros não foi suficiente e Léo Neves se reinventou. Há pouco mais de um ano, lançava a primeira bolsa de acrílico com cipó trançado de sua Wai Wai. O que não poderia esperar é que, em tão pouco tempo, a marca se tornaria uma das mais incensadas do Rio de Janeiro e com tamanho potencial para conquistar os balneários acima da linha do Equador. Com apenas alguns meses de existência, a etiqueta ganhou seu primeiro trunk show no Moda Operandi, meca dos e-commerces e reduto das melhores marcas e clientes, e conquistou também as prateleiras da Corso Commo, na Itália. Desde então, o crescimento foi non-stop!

“Comecei de maneira despretensiosa, só queria criar algo que levasse a minha assinatura”, comenta ele. “Fiz um primeiro protótipo e fui passar férias em Ibiza com a novidade na mala. Lá, encontrei minha amiga Alix [Duvernoy], que amou as peças e começou a postar fotos no seu Instagram. No mesmo dia, apareceram os primeiros pedidos.” Habitué das altas rodas, amiga de Bianca Brandolini e Tatiana Santo Domingo, a também carioca tornou-se embaixatriz da marca, apresentou a novidade para suas companheiras do jet set e logo a bolsa já circulava pelas areias cariocas, passeava de barco pela Europa e caminhava pelo Quadrado de Trancoso. No Brasil, Amanda Cassou, Anna Fasano, Patricia Thompson e Lulu Novis viraram clientes assíduas. Meses depois, Alix foi homenageada com modelo batizado com seu nome, um cilindro com plaquinhas coloridas de acrílico – moderno e inventivo, como ela.

“A versatilidade do acrílico me encanta, dá um twist às coisas artesanais.” Na verdade, é justamente essa combinação entre o novo e o artificial ao lado do tradicional e natural o que dá bossa aos acessórios de Léo – e o que mais lhe fascina. “O luxo está no feito à mão. Estou focado em pesquisar o artesanato brasileiro. É isso que atrai o mercado internacional e as clientes que procuram pelas minhas bolsas.” Não por acaso, é no sul da Bahia que está concentrada a produção das peças. “Tenho vontade de montar uma cooperativa – aprendo muito com os artesãos e eles, comigo. É uma troca de conhecimentos valiosa.”

Foi com essa mesma vontade de trocar que Léo também decidiu somar ao seu processo criativo o olhar afiado de algumas amigas cariocas. Começou com a superestilosa Betina de Luca (parte da dupla da extinta Virzi + De Luca) e logo vieram outras muitas colaborações e parcerias de sucesso. Patrícia Viera, por exemplo, não pensou duas vezes em chamá-lo para desenhar os acessórios de seu verão 2017. Na sequência, veio de Glorinha Paranaguá a ideia de criar uma bolsa versão festa, com alça de seda e detalhes de miçanga. Este mês, a madeira entra no repertório da marca, com dois novos modelos desenhados junto a Alix e Vanda Jacintho – tudo à venda no e-commerce Gallerist e na loja Ka, no Rio de Janeiro.

Mas nem só de ombros e mãos vivem suas criações. Depois de uma bem-sucedida parceria com a estilista Lucia Koranyi para uma coleção de cabeças de carnaval do ano passado, Léo Neves se une agora a Leo Muqui para uma série de adornos criados para a folia da Farm. “Estou sempre querendo inventar, independentemente de ser moda, decoração ou qualquer outra coisa. É isso que me ajuda a inovar, tenho um olhar amplo, que procura por materiais, formas e me abre novas possibilidades para surpreender.” :: waiwairio.com.br

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