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Jogo do bicho: de felinos a pássaros, os animais invadem as novas coleções e viram tendência!

by redação bazaar

Por Silvana Holzmeister

Pre-fall 2017 da Delpozo - Foto: Divulgação

Pre-fall 2017 da Delpozo – Foto: Divulgação

Tão clássicos quanto uma camisa branca ou um vestidinho preto, estampas de onça e zebra estão de volta, inclusive em padrões coloridos. A novidade no front é a escalada de bichos em prints localizados, intarsias, bordados e broches decorando, inclusive, acessórios. De pássaros a insetos, passando por leões e raposas, há um zoológico solto nas coleções. O movimento traz para as roupas uma estética que há tempos faz sucesso na joalheria.

A proposta é parte da atmosfera de otimismo que tomou conta das passarelas, numa espécie de resposta à tensão instalada em vários setores da sociedade. Fofinhos ou selvagens, animais exalam carisma. Difícil resistir a eles. Mesmo que a aparência não seja tão simpática. Foi o que aconteceu quando a tendência começou a ser delineada. Era a temporada de lançamentos menswear Inverno 2011 e Riccardo Tisci espalhou provocativos rottweilers por toda a coleção. De lá para cá, já tivemos a onipresença de felinos e bichinhos naïf.

Campanha da Diane von Furstenberg

Campanha da Diane von Furstenberg

Agora, há opções para todos os gostos, para dias de caça e de caçadora. Cada uma escolhe o animal que mais traduz sua personalidade,como reforçam os lançamentos para o Pre-Fall 2018. Na Christian Dior, surge uma raposa surrealista inspirada nas fotos de Claude Cahun, pseudônimo da vanguardista Lucy Schwob, que desafiava as convenções da primeira metade do século passado definindo-se como gênero neutro. Quer um leão com jeitão de poucos amigos? Vá de Stella McCartney. Clare Waight Keller não ficou para trás e incluiu um felino raivoso em sua segunda coleção para a Givenchy, enquanto Pierpaolo Piccioli resgatou, na Valentino, o tigre que já havia deixado suas listras na coleção de 1968 do criador da maison, Valentino Garavani.

Valorização de identidade e herança de marca devidamente atualizados para os dias de hoje. Já a Louis Vuitton escolheu o leopardo para decorar lenços e alças de bolsas. No mesmo mood é a seleção da Santa Lolla, que desembarca este mês nas lojas. O outro extremo é só fofurice. A Pandora fez uma extensa linha de charms com animaizinhos.Entusiasta da temática,Alessandro Michele já popularizou cobras, lagartos e borboletas na Gucci. Em pleno ano do cachorro no horóscopo chinês, o estilista preferiu simpáticas carinhas de bulldog francês para estampar um moletom pink.

Tricô com padronagem de raposa da Louis Vuitton - Foto: Divulgação

Tricô com padronagem de raposa da Louis Vuitton – Foto: Divulgação

 

Ainda mais felicidade sobrevoa a proposta de Josep Font para a Delpozo. Inspirado nos trabalhos dos fotógrafos Franco Fontana e Luke Stephenson, Font montou uma cartela cromática esbanjando otimismo, do azul-clarinho ao amarelo-canário. E ainda encheu o look book da coleção de pássaros coloridos, numa menção à série “An Incomplete Dictionary of Show Birds”, de Stephenson.

Na Oscar de la Renta, o tom é de delicadeza nas gaivotas que dão efeito de tatuagem sobre a pele num dos vestidos assinados pela dupla Fernando Garcia e Laura Kim.Aves exuberantes também deram tom de liberdade ao Inverno 2018/19 da DVF, que tem a neta de Diane, Talita von Furstenberg, como garota-propaganda e marca o retorno do estilista Nathan Jenden. Indício de que os bichos vão continuar soltos, pelo menos por mais uma temporada.