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Saiba a história por trás de três joias icônicas da rainha Elizabeth II

As peças são exibidas na primeira temporada de The Crown, do Netflix

by Eduardo Rolo
Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Lançada nessa sexta-feira (04.11), a série The Crown já virou hit na Netflix. Em seus 10 episódios, a produção narra a história da rainha Elizabeth II, do seu casamento até a saída de Winston Churchill do parlamento. Com orçamento de US$ 130 milhões (mais de R$ 400 milhões), a empreitada é considerada a mais cara da plataforma. A cifra pode ser explicada pela profusão de detalhes: das peças de roupa à mobília, tudo visto na tela é fiel (ou convence ser) ao estilo de vida da realeza britânica.

O vestido de casamento da rainha, usado em 1947 na cerimônia de união com o príncipe Philip na Abadia de Westminster, é certamente um dos itens que mais chamam atenção dos espectadores. Para reproduzi-lo, foram necessárias sete semanas e US$ 37 mil (R$ 118 mil). As tiaras e coroas usadas pela atriz Claire Foy, que interpreta a rainha, são um destaque à parte. Usados como símbolos de poder e legitimidade, os acessórios carregam uma grande história em si. Na primeira temporada, três peças em particular causam admiração: a tiara Lovers Knot (Laços dos amantes), a tiara Queen’s Mary Fringe (As franjas de Rainha Maria) e a Coroa de Santo Eduardo. Abaixo, Bazaar conta as histórias das peças.

1. Lovers Knot: a diadema foi feita em 1914 pela rainha Mary com base em uma peça que sua mãe, a princesa Augusta de Hesse, possuía. A tiara conta com 19 arcos cravejados de diamantes e adornados por 19 pérolas pendentes. Após seu falecimento, em 1953, o acessório foi herdado por Elizabeth II, que a usou muito nos anos seguintes. Em 1981, ela foi entregue à Diana como um presente de casamento. Lady Di a usava com frequência em eventos oficiais, mesmo sendo considerada pesada e incômoda. Com a morte de Diana, ela voltou a fazer parte do acervo da rainha, que em 2015 a emprestou para a Duquesa de Cambridge, Kate Middleton, para uma recepção diplomática no Palácio de Buckingham.

2. Queen’s Mary Fringe: herança de rainha Adelaide, a peça ficou conhecida por ser a preferida de rainha Mary, que a reformou em 1893 – ano que se casou com George V.  O item possui 47 diamantes cravejados em uma estrutura em formato de franjas e pode ser usado como colar.  Em 1936, a rainha Mary deu a peça de presente de casamento para Elizabeth II. A atual rainha, aliás, a emprestou para o grande dia de sua filha, a princesa Anne, em 1973. Essa diadema é uma das peças mais queridas da monarca britânica, que a usa com frequência até hoje.

3. Coroa de Santo Eduardo: o item faz parte da Joias da Coroa,  ao lado de cetros, coroas, orbes, espadas e anéis, sendo um dos itens mais antigos da monarquia Britânica.  Batizada em homenagem ao rei Eduardo, O Confessor, a peça é usada somente na cerimônia de coroação. A versão atual pesa 2,23 quilos e tem 30 centímetros de diâmetro. Ao todo são 444 pedras semi preciosas que a adornam, contando com 345 águas-marinhas, uma garnet, uma spinel e uma carbuncle. Em 2013, a coroa ficou exposta na Abadia de Westminster em celebração aos 60 anos de coroação da rainha Elizabeth II.

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