Cartaz do filme Exorcista (1973) dirigido por William Friedkin – Foto: Divulgação

Eles nos fizeram perder o sono, gelar a espinha e olhar para trás ao atravessar um corredor escuro. Mas o terror não é apenas sustos e criaturas horrendas — ele também é arte, história e reflexo de nossos medos mais profundos.

Ao longo das décadas, determinados filmes marcaram o gênero não apenas pelo pavor que causaram, como também pelo brilho de suas direções, roteiros, interpretações e conquistas nas principais premiações da sétima arte.

De “Nosferatu” (1922), a expressão do cinema mudo, a “Corra” (2017), um thriller psicológico que revela as tensões da realidade racial, esta seleção revela como o terror atravessou o tempo, reinventando-se, vencendo prêmios e compartilhando mensagens universais.

Com uma combinação de inovação, estilo e ousadia, estes 13 filmes provaram que o terror também é arte — e que o medo compartilhado nas telas revela tanto sobre nossa condição humana quanto sobre o próprio cinema.

1. O Exorcista (1973) — Dirigido por William Friedkin. 10 indicações ao Oscar, vencendo 2 (Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Som), 4 Globos de Ouro (Melhor Filme — Drama, Melhor Direção, Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Roteiro).

2. Tubarão (1975) — Dirigido por Steven Spielberg. 3 Oscars (Melhor Montagem, Melhor Som e Melhor Trilha Sonora), 1 Globo de Ouro e várias outras indicações.

3. Alien — O Oitavo Passageiro (1979) — Dirigido por Ridley Scott. 1 Oscar (Melhores Efeitos Visuais), 2 BAFTA Awards e 1 Saturn Awards.

4. O Iluminado (1980) — Dirigido por Stanley Kubrick. Uma das obras-primas do terror psicológico, apesar de não ter vencido prêmios na época, tornou-se um clássico pelo estilo, pelo desempenho de Jack Nicholson e pelas inúmeras interpretações que gerou ao longo das décadas.

5. O Silêncio dos Inocentes (1991) — Dirigido por Jonathan Demme. 5 Oscars nas 5 categorias principais (Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Roteiro Adaptado).

6. O Labirinto do Fauno (2006) — Dirigido por Guillermo del Toro. 3 Oscars (Melhor Direção de Arte, Melhor Maquiagem e Melhor Fotografia), 3 BAFTA Awards.

7. Invocação do Mal (2013) — Dirigido por James Wan. Venceu prêmios como o Empire Awards e o Fangoria Chainsaw Awards, sendo um marco do terror sobrenatural da década de 2010.

8. A Bruxa (2015) — Dirigido por Robert Eggers. Venceu prêmios em festivais como o Sundance, sendo aclamado pelo estilo de terror psicológico e pelo uso de folclore.

9. Corra (2017) — Dirigido por Jordan Peele. 4 indicações ao Oscar, vencendo 1 (Melhor Roteiro Original), 2 indicações ao Globo de Ouro e várias outras premiações, sendo um marco pelo estilo inovador, pelo suspense psicológico e pelo debate racial que propõe.

10. Hereditário (2018) — Dirigido por Ari Aster. Venceu prêmios da crítica e festivais como o Gotham Awards, sendo elogiado pelo estilo inovador, pelo drama psicológico e pelo desempenho de Toni Collette.

11. Nosferatu (1922) — Dirigido por F.W. Murnau. Uma das primeiras obras-primas do terror expressionista, reverenciado como marco estético e narrativo, apesar de não ter vencido prêmios na época.

12. O Bebê de Rosemary (1968) — Dirigido por Roman Polanski. 2 indicações ao Oscar, vencendo 1 (Melhor Atriz Coadjuvante — Ruth Gordon), 4 indicações ao Globo de Ouro, vencendo 1.

13. Psicose (1960) — Dirigido por Alfred Hitchcock. 4 indicações ao Oscar. Uma referência no terror psicológico, sendo um marco do cinema.