Foto: Reprodução/Instagram/@steve_o_smith

O dia de hoje (03.09) marcou um dos momentos mais aguardados do calendário da moda: o LVMH Prize, que celebra jovens talentos e a inovação no vestuário. Nesta edição, os vencedores trouxeram ao palco uma mistura de culturas, técnicas e visões contemporâneas que reforçam o poder da moda como expressão artística.

Foto: Reprodução/Instagram/@lvmhprize

O grande vencedor foi Soshi Otsuki, criador da marca Soshiotsuki (2015),  uma marca japonesa de vestuário masculino. Ela une o minimalismo e a alfaiataria tradicional japonesa a influências ocidentais, incluindo padrões militares e elementos da moda urbana. As coleções se inspiram na cultura japonesa, nas artes clássicas e até na filosofia budista, resultando em peças com silhuetas elegantes e detalhes exclusivos, como mangas removíveis e cadarços diferenciados.

Foto: Reprodução/Instagram/@lvmhprize

No Prêmio Karl Lagerfeld, Steve O Smith seu processo desenvolvido durante seu mestrado na Central Saint Martins, utiliza construção criativa e aplicação de tecidos para transformar seus desenhos em papel em peças vestíveis que capturam o gesto e a emoção de suas marcas. Nessa abordagem circular, o corte de padrões se torna uma extensão do próprio desenho, enquanto tesoura e costura são reinterpretadas como ferramentas de desenho, fazendo com que as roupas resultantes sejam, elas mesmas, verdadeiros desenhos.

Foto: Reprodução/Instagram/@lvmhprize

No prêmio Savoir Faire, Torishéju Dumi cuja obra é marcada pela herança nigeriano-brasileira, a designer lançou a marca Torishéju com a missão de redefinir os limites da moda contemporânea. Influenciada pela paixão da mãe pelo design e pelas artes do século XIX, bem como por sua criação nigeriano-brasileira e católica, sua obra aborda religião, tradição e espiritualidade de forma recorrente. Formada em MA Fashion pela Central Saint Martins e ex-aluna da Sarabande Foundation, Torishéju também acumulou experiência em grandes casas como Céline sob Phoebe Philo, além de Ann Demeulemeester, Giles Deacon e Sibling London. Seu trabalho busca expandir as percepções sobre a arte negra, mergulhando no folclore e nas tradições de sua herança para apresentar uma visão profundamente pessoal.

Um ano que reafirma a moda como ponto de encontro entre culturas, histórias e olhares visionários. Confira a cobertura completa da premiação no site.