Prada, Fall/Winter 2026-2027 – Foto: Getty Images

No re-see da Prada. a colecão se revela em camadas de detalhe que tornam a experiência ainda mais impactante.De perto, tudo ganha outra densidade.

As peças trazem um acabamento que remete a roupas guardadas ao longo do tempo, com marcas sutis, levemente amareladas, como vestígios de memória. Punhos e abotoaduras aparecem largos e, em alguns casos, surgem em camisetas ou malhas, deslocando códigos clássicos. Os sapatos são propositalmente desgastados, assim como os casacos, e praticamente todas as peças carregam um certo amassado, nada é rígido ou excessivamente polido.

Prada, Fall/Winter 2026-2027 – Foto: Getty Images

Os bolsos reforçam essa narrativa, com a aparência de calças que ficaram dobradas por anos. Já as bolsas clássicas e os cintos ganham ainda mais forca nesta temporada ao receberem costuras feitas à mão, em continuidade ao gesto artesanal visto nas luvas da coleção passada. As carteiras, na verdade, funcionam como porta-celulares, alqumas executadas em couro de avestruz.

Prada, Fall/Winter 2026-2027 – Foto: Getty Images

 

Prada, Fall/Winter 2026-2027 – Foto: Getty Images

Há também um núcleo de casacos inspirados nas roupas de esqui dos anos 1980, que reforca a ideia de passado e lembranca como matéria-prima estética. Tudo isso se mistura a uma alfaiataria alongada, mais justa, criando um equilíbrio preciso entre memória, desgaste e rigor contemporâneo.