Louis Vuiton Inverno 2026 – Getty Images

Por Cassio Prates, de Paris 

Pharrell sempre entrega uma experiência completa em seus desfiles masculinos para a Louis Vuitton. No que acabou de acontecer em Paris, ele foi ainda mais fundo. Criou uma caixa enorme com o que chamou de Drophaus, uma casa pré-fabricada projetada por ele com o escritório “Not a Hotel”. Fez também parte dos móveis, a trilha sonora e até mesmo um cheiro para o ambiente. E, claro, as roupas.

Louis Vuiton Inverno 2026 – Getty Images

Impossível não se emocionar: tudo ali é grandioso, precioso, envolvente, mas não fica vazio. Cria uma grande vibe, algo que ele sabe fazer como ninguém.

Esse universo criado se propõe a pensar como esse dândi, em um futuro próximo, vai viver. A proposta é interessante e tem um apelo utilitário nos tecidos e nos acabamentos, que mereceria um texto só para isso.

Louis Vuiton Inverno 2026 – Getty Images

De imediato, a roupa é mais ampla, com uma proposta mais esportiva do que nunca. O casaco que mais se repete no desfile lembra um pouco esse hype luxo/esporte que a Arc’teryx fez acontecer. As bolsas estão no ponto certo, e a alfaiataria é chic, mas não pretensiosa, mesmo nos couros.

O que fica é essa proposta de conforto tecnológico e de itens que, nesta temporada, se propõem a durar para sempre. Um modo que conversa muito bem com esse novo jeito de o mercado de luxo consumir nos últimos anos: menos apegado a coisas e mais a momentos.

Louis Vuitton – Foto: Getty Images

Quando ele entra no final, cumprimentando o presidente, seu chefe, a turma de amigos celebs e o coral, um movimento toma conta daquele lugar gigante. Todo mundo fica arrepiado. Cria-se um momento. Está aí a história de uma marca cultural.