
Foto: Divulgação
De 25 de março a 30 de abril, a arquitetura brasileira ganhará um novo espaço de reflexão com a primeira edição da Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB). Fundado por Anna Rafaela Torino e Raphael Tristão, o evento ocupará o Pavilhão de Culturas Brasileiras (Pacubra) do Parque Ibirapuera, em São Paulo.
A proposta é inserir a arquitetura no imaginário cotidiano dos brasileiros, não como objeto distante, mas como parte da cultura e do território. Sem fins lucrativos, a iniciativa busca promover uma aproximação de culturas sem que cada uma perca sua singularidade, sugerindo a arquitetura como ponto de encontro e afastando ideais hegemônicos.
Diferente da Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo — organizada desde a década de 1970 pelo IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) e pela Fundação Bienal de São Paulo —, a BAB concentra-se mais em arquitetura de interiores.
O projeto expositivo, assinado pelo Estúdio Leonardo Zanatta, promete organizar o espaço de acordo com os seis biomas brasileiros. A partir deles, um pavilhão dedicado a cada estado brasileiro ocupará seu respectivo bioma — lógica que remete à organização da Bienal de Veneza, estruturada por pavilhões nacionais.

A expografia é do Estúdio Leonardo Zanatta – Foto: Divulgação
A reprodução de uma cidade de caráter experimental na área externa também está prevista. Todos os projetos apresentados, incluindo a expografia, foram selecionados por meio de um concurso com júri especializado. Entre os vencedores, Jeferson Branco ficou responsável pelo pavilhão de Santa Catarina, o estúdio Vida de Vila idealizou o projeto Casa do Mastro, da Bahia, e Marina Reis a Casa Adélia Prado, de Minas Gerais.

Pavilhão de Santa Catarina – Foto: Divulgação

