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O show do intervalo do Super Bowl é um dos maiores espetáculos do entretenimento, mas, acredite, nem sempre foi assim. Antes de se tornar uma vitrine milionária para os maiores nomes da música pop, o halftime show era um evento simples, centrado em bandas universitárias e performances temáticas, pensado apenas para entreter o público presente no estádio.

Nos primeiros Super Bowls, entre as décadas de 1960 e 1980, quem comandava o intervalo eram marching bands tradicionais, geralmente ligadas a escolas e universidades, como a University of Arizona Marching Band, Grambling State Marching Band e Florida A&M Band, além de números coreografados e homenagens patrióticas. A virada de chave definitiva veio nos anos 1990, quando a NFL percebeu o potencial televisivo do intervalo e decidiu transformá-lo em um espetáculo pop à altura da audiência.

 

A era dos astros

Em 1993, Michael Jackson subiu ao palco e mudou para sempre o status do show do intervalo. Com uma performance icônica, o Rei do Pop não só elevou os números de audiência como decretou o halftime show como um evento cultural mundial. A partir dali, o intervalo deixou de ser uma pausa para se tornar o evento principal.

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Desde então, o palco recebeu nomes que atravessam gêneros, gerações e estilos. Nos anos 1990, passaram por lá artistas como Gloria Estefan, Diana Ross, Boyz II Men, Stevie Wonder e Christina Aguilera. Já nos anos 2000, o espetáculo ganhou escala monumental com Paul McCartney, The Rolling Stones, Prince, Bruce Springsteen, Madonna e Beyoncé em performances que hoje são consideradas clássicas.

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Diversidade e identidade cultural

Com o passar dos anos, o show do intervalo também se tornou um espaço político e de afirmação cultural. Shakira e Jennifer Lopez, em 2020, celebraram a força da música latina; The Weeknd, em 2021, apostou em um visual cinematográfico; e, em 2022, um lineup histórico liderado por Dr. Dre, com Snoop Dogg, Eminem, Kendrick Lamar, Mary J. Blige e 50 Cent, colocou o hip hop definitivamente no centro do maior palco da TV americana.

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Mais recentemente, Rihanna (2023) fez seu breve retorno” para a música e entregou uma performance poderosa, enquanto Usher (2024) transformou o intervalo em uma grande celebração do R&B, com convidados como Alicia Keys, Ludacris e Lil Jon. Em 2025, foi a vez de Kendrick Lamar ao lado de SZA, reforçando a tendência de shows mais autorais e com um DNA próprio.

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Para o show de 2026, que acontece no domingo (08.02), a expectativa gira em torno do porto-riquenho Bad Bunny, previsto como atração principal, que deve marcar mais um capítulo do empoderamento da identidade latina no mundo.

 

Como funciona o show do intervalo?

Apesar da grandiosidade, o tempo é curto: o artista tem cerca de 12 a 15 minutos para fazer um espetáculo que leva meses de planejamento. A montagem do palco acontece em poucos minutos e tudo é cronometrado.

Outro dado curioso é que os artistas não recebem cachê pela apresentação. Em troca, ganham uma exposição estimada em centenas de milhões de dólares, o que costuma impulsionar streams, vendas e relevância cultural quase que imediatamente.

Com o tempo, o show do intervalo passou a apostar em participações especiais: é comum que o headliner leve convidados ao palco, transformando a apresentação em um encontro de gerações, gêneros e estilos.

 

Curiosidades que ajudam a entender o fenômeno

– O Super Bowl é um dos eventos mais assistidos do planeta, com audiências que ultrapassam 100 milhões de espectadores só nos Estados Unidos.

– O custo de produção do show pode chegar a dezenas de milhões de dólares, geralmente bancados pela própria NFL e patrocinadores.

– Muitas performances entram para a história não apenas pela música, mas pelo impacto visual, político ou cultural.

– O show do intervalo costuma gerar mais buscas, comentários e repercussão nas redes sociais do que o próprio jogo.

 

Todos os artistas que já se apresentaram no show do intervalo do Super Bowl

Antes da era pop/rock (anos 1960–1980)

Nos primeiros Super Bowls, o intervalo era dominado por bandas universitárias, apresentações temáticas e números coreografados ao vivo, sem foco em estrelas da música pop.

  • University of Arizona Marching Band
  • Grambling State Marching Band
  • Florida A&M Marching Band 
  • Outras marching bands universitárias e performances clássicas temáticas

 

Anos 1990 e a era dos grandes espetáculos

1992:

  • Gloria Estefan

1993:

  • Michael Jackson

1994:

  • Clint Black
  • Tanya Tucker
  • Travis Tritt
  • Wynonna
  • Naomi Judd

1995:

  • Tony Bennett
  • Patti LaBelle
  • Arturo Sandoval
  • Miami Sound Machine

1996:

  • Diana Ross

1998:

  •  Boyz II Men
  • Smokey Robinson
  • Queen Latifah
  • Martha Reeves
  • The Temptations

1999:

  • Gloria Estefan
  • Stevie Wonder
  • Big Bad Voodoo Daddy

2000:

  • Christina Aguilera
  • Phil Collins
  • Enrique Iglesias
  • Toni Braxton

2001:

  • Aerosmith
  • NSYNC
  • Britney Spears
  • Mary J. Blige
  • Nelly

2003:

  • Shania Twain
  • No Doubt
  • Sting

2004:

  • Janet Jackson
  • Justin Timberlake
  • P. Diddy
  • Nelly
  • Kid Rock
  • Jessica Simpson

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2005:

  • Paul McCartney

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2006:

  • The Rolling Stones

2007:

  • Prince

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2008:

  • Tom Petty & The Heartbreakers

2009:

  • Bruce Springsteen & The E Street Band

2010:

  •  The Who

2011:

  • The Black Eyed Peas
  • Usher
  • Slash

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2012:

  • Madonna

2013:

  • Beyoncé

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2014:

  • Bruno Mars
  • Red Hot Chili Peppers

2015:

  • Katy Perry
  • Lenny Kravitz
  • Missy Elliott

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2016:

  • Coldplay
  • Beyoncé
  • Bruno Mars

2017:

  • Lady Gaga

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2018:

  • Justin Timberlake & The Tennessee Kids

2019:

  • Maroon 5
  • Travis Scott
  • Big Boi

2020:

  • Shakira
  • Jennifer Lopez
  • Bad Bunny
  • J Balvin
  • Emme Muniz

2021:

  • The Weeknd

2022:

  • Dr. Dre
  • Snoop Dogg
  • Eminem
  • Kendrick Lamar
  • Mary J. Blige
  • 50 Cent
  • Anderson .Paak

2023:

  • Rihanna

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2024:

  • Usher (com convidados: Alicia Keys, Jermaine Dupri, H.E.R., will.i.am, Lil Jon, Ludacris)

2025:

  • Kendrick Lamar
  • SZA

2026:

  • Bad Bunny

 

Onde assistir ao Super Bowl 2026?

O Super Bowl deste ano terá ampla cobertura no Brasil, com opções na TV aberta, por assinatura, streaming e até experiência presencial. A ESPN e o Disney+, detentores dos direitos da NFL, transmitem a partida ao vivo com mais de seis horas de programação especial, incluindo pré-jogo, análise e pós-jogo.

Na TV por assinatura e no digital, SporTV e GE TV também exibem o confronto Patriots X Seahawks. O Multishow transmite ao vivo o aguardado show do intervalo, estrelado por Bad Bunny, enquanto a TV Globo exibe os melhores momentos da partida e a performance musical logo após o Big Brother Brasil.