Lino Villaventura, inverno 2027 – Foto: Leonardo Araújo

Nesta segunda-feira (18.05), o tempo cinzento de São Paulo ganhou uma nova camada de cor – graças às texturas e ondulações de Lino Villaventura. Um dos maiores nomes da moda brasileira apresentou o seu novo trabalho, a coleção de inverno 2027, que ganhou o nome “Fractal: Gênese Infinita”.

Basta um olhar nos decotes e golas desconstruídos, nos babados fluídos, ou nas texturas – do tipo que fazem o olhar não ser suficiente, mas que clamam pelo toque – para reconhecer os desenhos do estilista. Nesta coleção, o padrão criativo que se tornou sua assinatura ganha continuidade e, agora, novos toques de geometria retirada da natureza. Nada é óbvio, mas os ares primaveris se tornam penetras na linha invernal por meio de estampas difusas, barras assimétricas e apliques de renda.

“Assim como na teoria dos fractais, a coleção apresenta padrões que se repetem em diferentes escalas, criando uma silhueta que parece estar em constante transformação”, explica o comunicado da marca sobre o desfile. Para criar a manifestação orgânica, Villaventura se apoia na reinterpretação de técnicas clássicas do seu trabalho: as nervuras se ramificam como as linhas de folhas ou cristais de gelo; a sobreposição de jacquards e sedas metálicas forma um complexo mosaico; cores ácidas iluminam a paleta sóbria e ilustram a ideia de “gênese”.

Na passarela, os modelos amarram todo o conceito com uma apresentação que mistura desfile e performance surrealista, com cada um deles personificando “criaturas que carregam em si o código genético de um universo em eterna expansão”, explica a marca.