
H&M x WARDROBE.NYC (Foto: Divulgação/H&M)
A H&M, gigante da moda internacional que chegou ao Brasil no ano passado, você já conhece. A WARDROBE.NYC, etiqueta urbana e descolada que nasceu em 2017, você precisa conhecer mais… e a oportunidade é agora. Em 6 de agosto de 2026, lojas selecionadas no Brasil e no mundo (e online) recebem a collab inédita entre as duas marcas e, com exclusividade, a Harper’s Bazaar teve acesso a um bate-papo com Ann-Sofie Johansson, consultora criativa e diretora de design de moda feminina da H&M, e a dupla Christine Centenera e Josh Goot, fundadores da WARDROBE.NYC. Confira:
Harper’s Bazaar: Vocês podem nos contar como surgiu essa colaboração? Qual foi a primeira ideia quando receberam esse convite?
Josh Goot: Foi uma oportunidade de refletir sobre a nossa trajetória: um momento para olhar para o passado e, ao mesmo tempo, para o futuro. Sempre acreditamos no conceito de um guarda-roupa essencial, e a colaboração com a H&M nos deu a oportunidade de condensar nosso trabalho em uma única mensagem clara.
Christine Centenera: O processo foi muito sobre fazer escolhas. Não queríamos representar tudo o que já criamos, mas selecionar as peças que melhor traduzem quem somos. Josh e eu conversamos bastante sobre quais silhuetas do nosso acervo realmente acreditávamos e quais funcionavam juntas para formar um guarda-roupa coeso.

Josh Groot e Christine Centenera, fundadores da WARDROBE.NYC (Foto: Divulgação/H&M)
HB: Esta colaboração marca a primeira vez que vocês apresentam um guarda-roupa completo, em vez das tradicionais coleções temáticas da marca. Como foi dar um passo atrás e olhar para o conjunto da obra? Isso mudou a forma como vocês pensam sobre o que criam?
JG: Sim. Normalmente, desenvolvemos nossas coleções a partir de um tema, um arquétipo do estilo urbano, e exploramos esse conceito como um guarda-roupa. Nesta colaboração, reunimos essas diferentes referências em uma única proposta para a H&M.
CC: Queríamos que todas as peças se tornassem verdadeiros itens essenciais. A ideia é construir a base de um guarda-roupa, permitindo que cada peça seja combinada tanto com itens que a pessoa já possui quanto com outras da própria coleção. Essa versatilidade sempre foi o nosso principal objetivo.
HB: Por onde começou o desenvolvimento desta coleção?
JG: Começamos pelas silhuetas e pela escolha dos tecidos. Como nossa abordagem de design é minimalista, a modelagem e os materiais são fundamentais. A H&M fez um trabalho incrível ao alcançar um alto nível em ambos os aspectos.
HB: O que mais chamou sua atenção na visão criativa de Josh e Christine ? Existe algum aspecto da WARDROBE.NYC que você considera especialmente interessante para a H&M?
Ann-Sofie Johansson: Ficou evidente desde o início que eles haviam criado a essência de um guarda roupa de peças essenciais, mas com um nível de cuidado e uma paixão muito especiais. A coleção tem uma estética limpa e minimalista, mas, ao mesmo tempo, muita personalidade. A construção das peças, as formas esculturais e o cuidado com cada silhueta fazem com que seja possível imaginar como cada roupa veste apenas ao observá-la. É uma coleção descomplicada, elegante e muito bonita. Muitas vezes subestimamos o quanto uma peça consegue comunicar apenas pela forma como se apresenta.

H&M x WARDROBE.NYC (Foto: Divulgação/H&M)
HB: Quais peças desta coleção vocês consideram mais essenciais? Vocês têm favoritas?
CC: A alfaiataria e os casacos são minhas peças favoritas. Além disso, as sobreposições são uma parte fundamental da proposta da coleção: uma regata branca sobre uma preta, os bodys de manga longa usados com uma camiseta por cima. Tudo foi pensado para combinar entre si. Esse é o ponto principal: incentivar as pessoas a criarem novas combinações continuamente.
JG: Acho que o blazer clássico de abotoamento duplo e o casaco traduzem muito bem a ideia de peças atemporais e essenciais para qualquer guarda-roupa.

H&M x WARDROBE.NYC (Foto: Divulgação/H&M)
HB: Há algo nesta coleção que vocês nunca tinham feito antes ou algum processo que abordaram de forma diferente?
JG: Não. E essa foi uma decisão intencional. Este projeto foi muito mais um momento de reflexão do que de experimentação. Tivemos a oportunidade de revisitar tudo o que já criamos, editar e consolidar nossa visão em uma única mensagem. O que tornou esta colaboração diferente das outras das quais vocês já participaram?
ASJ: Toda colaboração costuma ter peças essenciais, mas normalmente elas aparecem em menor número e não são o foco principal. Desta vez, construímos um guarda-roupa em que todas as peças são protagonistas. Nunca havíamos feito isso antes, então foi uma abordagem muito nova e refrescante para nós. Criar toda uma coleção baseada em peças essenciais de alfaiataria é algo bastante incomum para a H&M. Podem falar um pouco sobre os materiais utilizados?
HB: Como escolheram os tecidos e qual o papel deles no processo criativo?
JG: Os tecidos fazem parte do DNA da nossa marca, tanto do ponto de vista visual quanto sensorial. Nesta colaboração, a H&M foi responsável pela seleção dos materiais, e o trabalho de pesquisa foi realmente impressionante. A qualidade que a H&M conseguiu alcançar nessa faixa de preço foi algo que eu sinceramente não imaginava e acabou sendo uma das maiores e mais agradáveis surpresas de todo o processo.
HB: Se tivessem que resumir a coleção em três palavras, quais seriam?
ASJ: Precisa, sensual e duradoura. Não se trata apenas de peças bem estruturadas ou essenciais; existe uma sensualidade muito particular na coleção, que considero uma característica única da WARDROBE.NYC. Além disso, são roupas feitas para permanecer no guarda-roupa por muito tempo. Essa atemporalidade é um dos maiores diferenciais desta colaboração.

H&M x WARDROBE.NYC (Foto: Divulgação/H&M)
HB: O styling é um elemento central da filosofia da WARDROBE.NYC. Como vocês pensam na construção de um look e de que forma isso influencia o design das peças?
CC: As sobreposições são uma parte essencial da maneira como componho um look. Gosto de usar peças básicas como blocos de construção para criar diferentes combinações. Também penso muito na silhueta e na peça-chave que completa o visual. Confio plenamente nessas peças. Essa confiança, essa sensação de que elas sempre funcionam, é justamente a essência da WARDROBE.NYC.
JG: Também buscamos refletir a maneira como as pessoas realmente se vestem hoje. Calças esportivas combinadas com alfaiataria, um body transparente usado sob uma camiseta… Esse é exatamente o jeito como Christine se veste e é algo que sempre quisemos traduzir nas peças essenciais que compõem esse guarda-roupa.

H&M x WARDROBE.NYC (Foto: Divulgação/H&M)
HB: Quais são as peças protagonistas desta coleção?
ASJ: A alfaiataria, sem dúvida. O casaco tem um tecido lindíssimo e cada detalhe foi cuidadosamente pensado. Também adoro o blazer de silhueta escultural. Essa peça, combinada com a legging, representa muito bem o estilo da Christine e é uma assinatura da WARDROBE.NYC. Mas, no fim, todas as peças têm uma função específica e podem ser combinadas entre si, o que considero um dos grandes pontos fortes da coleção.






