As cores que se destacam em cada época não surgem por acaso. A Sherwin-Williams chegou à sua próxima cor do ano, por exemplo, após um processo minucioso de pesquisa. Para 2027, a marca identificou uma maior busca por bem-estar, equilíbrio e conexões genuínas em meio a rotinas cada vez mais atravessadas pela tecnologia e pela pressa.
Esse entendimento surgiu a partir de um estudo interno que selecionou, para a cartela do ano que vem, 48 cores organizadas dentro de três conceitos centrais: “Reviver”, “Reacender” e “Reconectar”. Em vez de apresentar paletas fechadas, a Sherwin-Williams partiu de categorias mais amplas para estimular combinações mais autênticas.
A cor escolhida para sintetizar o movimento previsto pela marca foi o “Aipo”, um verde suave e fresh de fundo amarelado. O anúncio foi feito durante um evento na Casa Bontempo, em São Paulo, que contou com uma programação alinhada à proposta para o próximo ano. O chef Claude Troisgros, por exemplo, apresentou um menu baseado nas suas origens e feito a partir do próprio ingrediente que dá nome à cor, explorando o toque fresco e sutil que ele dá aos alimentos — e agora aos ambientes. “O verde nos leva para a natureza, para o frescor e para uma sensação de leveza”, diz Claude. “Na cozinha, a cor também tem um papel importante.”
A escolha da cor do ano é parte do trabalho do Trendsight, time global de especialistas que acompanha movimentos sociais, estéticos e comportamentais para entender como eles influenciam nos espaços que ocupamos. “Percebemos que a discussão sobre bem-estar avança para algo mais profundo: as pessoas querem viver em espaços nos quais reconheçam suas histórias e sua identidade”, reflete Patricia Fecci, integrante do time e gerente de marketing para serviços de cor e design da Sherwin-Williams Brasil.
A pesquisa investiga aspectos culturais como arquitetura, moda e tecnologia na tentativa de identificar as cores mais relevantes em cada momento e o que elas revelam sobre como vivemos e olhamos para um futuro próximo.



