SP-Arte: Bazaar e Iguatemi levam a feira grandes nomes da moda e arte

A moda e a arte foram pauta do primeiro dia de talks da Bazaar e Iguatemi dentro da SP-Arte

by Pablo Gomes

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O talks da Bazaar Art e Iguatemi no primeiro dia da SP-Arte foi um dos destaques da feira, que abriu nesta quinta (4.04) para o grande público. Uma conversa mediada por Ana Carolina Ralston, diretora da Bazaar Art, e as convidadas Costanza Pascolato (H. Stern) e Renata Schmulevich (Fit) discutiu sobre a relação entre moda e arte, e como as duas vêm se reinventando.

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A conversa teve início com a questão de quem veio primeiro, a moda ou a arte, como elas surgiram e se transformaram em objetos de desejo e diferenciação entre tribos e classes. “Hoje a arte é democracia”, disse Costanza ao falar que a arte havia deixado de ser coisa da elite. Pascolato que foi a primeira pessoa a colaborar com a grife de joias H. Stern ao lado de Roberto Stern.

Foto: Lu Prezia

Foto: Lu Prezia

Renata falou sobre a parceria com o artista plástico Rubem Valentim, passando a bola para Ana Carolina falar sobre a parceria de grandes marcas com artistas. A tecnologia também virou pauta quando a papisa fashion, Costanza, disse que “a tecnologia é a quarta revolução industrial do mundo”, disse também que a tecnologia foi responsável por internacionalizar e “cosmopolitizar” a arte.

A obra de Tarsila do Amaral, que agora faz parte da coleção do MoMA, foi citada por Ralston e enfatizou que com isso acabou incluindo o Brasil no modernismo, coisa que lá fora não era visto dessa maneira, apenas por artistas americanos e europeus.

A Publisher da Bazaar, Patricia Carta, participou no final questionando sobre os movimentos de contestação como, por exemplo, o punk, que chegou a ser motivo de exposição no Metropolitan, quando Costanza respondeu “a efervescência fashionista foi substituída pela efervescência sexual”, dizendo que hoje em dia a sexualidade passa a ser também uma forma de se definir e ao mesmo tempo se desconstruir, formando identidades.

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