por Silas Martí

Nos últimos anos, a pintura voltou a ter um lugar de peso na arte brasileira, em especial as obras figurativas. Enquanto visões hiper-realistas do mundo retornam com força total às telas de artistas do país, deixando para trás a herança da abstração geométrica de concretistas e neoconcretistas, quatro nomes em ascensão no cenário nacional também arriscam redefinir o nu masculino, rompendo barreiras e tabus com trabalhos que mostram o corpo do homem em situações que vão do sublime ao grotesco. São obras que desestruturam a perspectiva clássica das artes visuais, que sempre privilegiaram,quando não reificaram, a nudez feminina.

Veja na galeria a exuberância crua de autorretratos e pinturas dos artistas Fábio Magalhães, Francisco Hurtz, Fábio Baroli e Daniel Lannes, jovens pintores que usam o próprio corpo como base de seus trabalhos. Nessas telas, eles parecem arquitetar um erotismo às avessas, ao mesmo tempo sedutor e perverso.