Paula Costa abre exposição em São Paulo

Artista é conhecida por usar agulha e fios de algodão e lã em suas obras

by Ana Carolina Ralston
Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A beleza de florescer e envelhecer. Esse eterno ciclo natural ao qual estamos destinados mostra o poder que os seres vivos têm de se transformar – até mesmo contra a própria vontade. É por meio dessa arte viva e mutante que a carioca Paula Costa trata o tempo, dando a ele o papel de fio condutor de sua obra.

SIGA A BAZAAR NO INSTAGRAM

No lugar do pincel e da tinta estão a agulha e os fios de algodão e lã com os quais a artista alinhava folhas e flores em diferentes etapas de sua existência, dando-lhes um novo significado – ora em pontos simples, formando imagens abstratas, ora em palavras.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Há também colagens e esculturas orgânicas, que misturam frutas às plantas, eternizadas pelas lentes fotográficas. O gênero aparece em um segundo momento na trajetória da artista e como coadjuvante, na tentativa de congelar o tempo ou mesmo de estudá-lo, acompanhando o processo de desfragmentação de cada matéria-prima envolvida na criação.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

“Na cultura ocidental, temos dificuldade em olhar para a morte. Mas ela nem sempre representa o fim. Ela é parte da transformação para um outro estágio ou outra consciência. É por meio de nossas pequenas mortes individuais que fechamos ciclos e começamos outros”, analisa a artista.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A exposição “(IM) Permanência” estreia nesta quarta-feira (25.09) em São Paulo, sob curadoria de Ana Carolina Ralston, na galeria Di Grado Belas Artes. Vale a visita!

Galeria Di Grado Belas Artes: rua doutor Alvaro Alvim, 90, Vila Mariana, São Paulo

Leia mais:
Nunca faz sua primeira exposição no Brasil
Samuel de Saboia prepara exposição em Los Angeles
Arte usa tecnologia para ampliar as sensações