Os rótulos de Alzira – Foto: Divulgação

Esta semana participei de uma coletiva de imprensa do lançamento da cachaça premium Alzira, mas não foi só o seu sabor suave que me encantou. Sou filha de agronomos e vi nos olhos (e coração) de Gustavo Della Colletta e sua esposa, Célia, a paixão pela terra, pelos cuidados com a produção do seu produto e também o bem social em torno da população de Torrinha, município do estado de São Paulo, onde fica a fazenda Basalto.

No cultivo da cana, a destilaria utiliza apenas insumos naturais e em nenhuma etapa usa substâncias químicas como defensivos agrícolas. O foco é nas práticas orgânicas e biodinâmicas, sem utilização de agrotóxicos. A dupla também demonstra sua preocupação com a natureza, ao adotarem práticas de cultivo sustentável, em que a propriedade está conectada com o meio ambiente e a sociedade.

Os barris da destilaria – Foto: Divulgação

A fazenda está dentro de uma reserva legal, com moitas de bambu, pomares cítricos e animais. Na produção, usam fardos de palha de cana para gerar energia nas queimas da caldeira e utilizam o bagaço da cana e vinhaça para geração de adubo. A eletricidade é gerada através de painéis solares fixados no topo da destilaria. Além disso, a maior parte dos veículos da destilaria é movida a álcool produzido através da redestilação da cabeça e cauda descartados no processo de produção da cachaça.

A destilaria da fazenda – Foto: Divulgação

Ações de responsabilidade social também estão em pauta, como a ONG que criaram e que já dá educação à cerca de 20 crianças da região. Um dos feitos inclui o patrocínio da bailarina brasileira Letícia Cappa, que se encontra na Espanha no Barcelone Dance Center. A fazenda também emprega mão de obra local e pratica a remuneração justa.

Depois da aula de cidadania que tive neste encontro, posso dizer que, se for cachaça, só se for Alzira!