Roberta Mallet e Daniela Soares – Foto: Divulgação

A Brexolux nasceu em 2018, por meio de uma grande paixão feminina: o desejo por bolsas e acessórios de marcas de luxo consagradas. As sócias, a advogada Daniela Soares, 45, e a administradora Roberta Mallet, 37, que são apaixonadas principalmente por bolsas, são responsáveis por uma curadoria impecável.

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Dani e Beta, como são conhecidas, são cunhadas, comadres, amigas e começaram a trajetória da marca vendendo peças próprias para pessoas próximas e, quando se deram conta, já estavam enviando produtos para todos os cantos do País. Elas estão na mesma família há dez anos, e ha tês surgiu a ideia da Brexolux. Hoje possuem uma relação além de profissional, de confiança e amizade.

As sócias têm como objetivo entregar o melhor dentro do mercado de second hand, realizar desejos, garantindo a autenticidade das peças, fomentando consumo consciente e circular.

“Acreditamos que esse modelo de consumo pode representar também uma segunda chance a nós mesmas, renovando significados e emoções – ‘give it a second chance!”.

Sobre a importância de a empresa prezar pela economia circular, elas definem em três pilares: redução do Impacto no meio ambiente; oportunidades para terceiros; valorização de ser além de ter.

“Através da consciência de estarmos em um momento onde o mundo precisa parar, devemos mudar a forma de consumo, os hábitos e pensar em um mundo mais sustentável, onde podemos ter o suficiente para todos e para sempre. Essa consciência foi além de desapegar de peças que não usávamos mais, decidimos atuar no business de second hand. Começamos a vender peças de segunda mão, prolongando a vida útil dos produtos, ajudando a reduzir os impactos das indústrias no meio ambiente”, explicam.

Foto: Divulgação

Mas as práticas sustentáveis não param por aí, elas participam de um projeto chamado Eureciclo, um sistema de compensação ambiental que funciona por meio de uma plataforma que rastreia dados da cadeia de reciclagem brasileira. “Esses dados dão origem aos créditos de logística reversa, que são comprados por companhias de bens e consumo para garantir a preservação do meio ambiente. Pagamos um valor mensal para retirar do mundo a quantidade que usamos de materiais como caixas de envio, embalagens etc.”, contam.

Para 2022, os planos de crescimento são latentes. Dani e Beta pretendem quadriplicar o faturamento da empresa por meio de novas plataformas de vendas, ponto de venda físico e impulsionamento com influencers que tenham o “fit” de seu negócio. “Temos um diferencial de atendimento que é a proximidade com as nossas clientes. Fazemos questão de realizar pessoalmente as entregas, quando são no Rio, e gostamos de ajudar as nossas clientes com suas escolhas. Para o ano que vem, vamos oferecer o serviço de consultoria, a fim de ajudar a escolher o modelo certo, o tipo de bolsa certa, de acordo com o lifestyle da nossa cliente versus o que elas possuem em seus closets. Isso nos aproxima e nos encanta! O mercado de segunda mão é o presente e o futuro. Esse tipo de consumo vem crescendo consideravelmente dentro de todas as classes sociais, seja por consciência ou por possibilidade de acesso.”

Apesar de trabalharem também com peças masculinas, o público da Brexolux é predominantemente feminino, como contam, e o objetivo delas é o de acessar  desde a classe A até a C. “Temos os melhores produtos em termos de marca consagradas e de alto padrão, como Hermès, até produtos de grifes mais acessíveis, e facilitamos o pagamento com parcelamento. O desejo por itens de luxo está além da classe A, e queremos também gerar acesso.”

A dupla, além de comercializar as peças que angariam com rastreabilidade e certificação de autenticidade, também usa os próprios produtos. “Temos um processo rigoroso que vai desde a avaliação do couro, metais, códigos, barulho que fazem zíper e botões, até a autenticação por meio de site internacional.” Ademais, elas possuem  um grupo seleto de fornecedoras no Rio, mas estão abrindo para as demais pessoas através de contrato. “Pegamos os produtos, avaliamos, checamos a procedência, a conservação e junto à dona das peças, definimos o preço final ao consumidor e repasse para nós, intermediadoras. Fazemos questão de trabalhar com um percentual justo, certamente o menor do mercado, que é de 30%”, explicam.

Foto: Divulgação

Elas contam que normalmente usam as peças que vendem. “Já aconteceu de irmos a eventos e voltarmos para casa com sacola de supermercado, pois a bolsa que estávamos usando foi vendida ali mesmo”, contam se divertindo.”

Dani e Beta acrescentam que marca acabou de passar por rebranding, onde mudou toda sua identidade visual, posicionamento frente ao mercado de second hand até sua construção de imagem e essência. Elas também desenvolveram um aroma para a marca, que vai nas peças vendidas e que será parte da identidade quando elas tiverem uma loja física.

Atualmente, as vendas acontecem via Instagram, mas no início do próximo mês elas lançam um site de e-commerce. “Ferramentas como Live Shop vêm crescendo muito e estamos investindo, além disso participamos de eventos de relevância no Rio.