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Por Chiara Gadaleta

22 de abril, Dia da Terra. Essa data foi criada em 1970 depois de uma manifestação pelo meio ambiente liderada pelo ativista ambiental e senador americano Gaylord Nelson (1916- 2005). Desde então, vem sendo usada para chamar a atenção de todos, governo, setor privado e sociedade civil para as necessidades de conservação e preservação da nossa casa, a Terra.

Para saber sobre as datas importantes da jornada da sustentabilidade nos mercados de moda, beleza e design clique aqui e acesse o Calendário Ecoera.

Alguns princípios contidos na Carta da Terra, criada no Rio92, em 1992, e depois ratificada em 2000, como integridade ecológica, justiça social e econômica, democracia, não violência e paz deixam claras as diretrizes para que os setores da sociedade possam fazer a sua parte nessa tarefa urgente de discutir e agir em prol de questões como clima, água e biodiversidade.

No Movimento Ecoera, a gente acredita que cada um tem uma missão nessa jornada pela Terra e os mercados de moda, beleza e design certamente podem e devem começar a calcular seus impactos e planejar mudanças.

Olhando para as empresas, acreditamos que o primeiro passo seja o entendimento que todas as atividades nos processos de produção das roupas, dos cosméticos e dos objetos de design usam recursos naturais e têm consequências no meio ambiente. O segundo é a análise desses processos para que cada organização destes setores possa identificar seus gargalos e partir para a mudança. A transformação acontece a partir de um plano de ação e de um compromisso com o planeta, com a sociedade e com todo o mercado.

Nesse processo de aproximar o mercado da moda à sustentabilidade, e estimulados pela necessidade de alinhar produtos às exigências de consumidores cada vez mais conscientes, algumas marcas se movimentam na busca por soluções para engajar a cadeia de valor e stakeholders em suas jornadas mais responsáveis. Vale dizer que marketing sem compromisso é greenwashing e que a sustentabilidade não é um destino e, sim, uma jornada onde a transparência é fundamental.

Algumas novidades desse cenário:

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A Levi’s lança campanha global com foco na sustentabilidade ao lado de jovens artistas e incentiva a comprar melhor e usar por mais tempo. A nova campanha da marca confirma seu compromisso em tornar a moda mais circular.  A Buy Better, Wear Longer (Compre melhor, use por mais tempo) promove a mensagem de comprar melhor e usar as coisas por mais tempo para reduzir o impacto coletivo no planeta.

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A Salvatore Ferragamo, uma das principais casas de moda italiana, lançou recentemente a Earth Top Handle – uma bolsa de edição limitada em comemoração ao Dia da Terra, feita de materiais renováveis como a cortiça certificada, recicláveis como linhas e fitas em poliéster e com o forro em linho natural biodegradável.

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A Intimissimi, marca italiana de lingerie e homewear, firmou parceria no Brasil com o selo eureciclo, que tem o compromisso de compensar 100% do impacto ambiental das embalagens pós-consumo, desenvolvendo a cadeia de reciclagem e incentivo à economia circular. Outra medida recente foi a parceria com a startup de moda consciente Repassa – maior brechó online do País -, que tem a finalidade de incentivar clientes da marca a darem nova utilidade às peças sem uso em seus guarda-roupas.

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A linha UMA X, lançada em 2020 pela marca de moda nacional UMA, promove os materiais de baixo impacto como ECONYL (nylon regenerado por meio do resgate de resíduos em aterros e oceano) e o Recycle Memory, tecido feito partir de fios de poliéster reciclado, provenientes de um estoque antigo da própria tecelagem, que elimina o uso de matéria-prima virgem e outros recursos naturais.

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A Calzedonia, marca italiana especializada em legwear e beachwear, acaba de lançar a Eco Collection, linha de jeans, leggings e meias feitas a partir de materiais reciclados, como garrafas PET e fibras vegetais renováveis.

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A Lacoste Eyewear lançou recentemente uma parceria com a National Geographic, em que os modelos de óculos unissex trazem inspiração em animal prints nas armações e são feitos de bioacetato, um acetato sustentável feito a partir de reaproveitamento de resíduos plásticos e materiais que normalmente seriam descartados. As peças vêm com uma embalagem ecológica exclusiva feita de R-PET e algodão orgânico.

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A inglesa Bottletop, que desde abril de 2019 tem investido na campanha #TOGETHERBAND, iniciativa que visa unir a comunidade global em prol dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, continua em sua missão de disseminar os 17 ODS por meio de suas pulseiras feitas por artesãs do Nepal, a partir de metais derretidos e plástico retirado dos mares próximos da Costa Rica. Ao comprar uma pulseira, outra é enviada para que possa ser compartilhada. O lucro é 100% revertido para auxiliar projetos da ONU.

Lembrando que sustentabilidade não é tendência, é garantia de futuro, esperamos que cada vez mais marcas dos mercados de moda, beleza e design sigam na analise de seus processos e na diminuição de seus impactos negativos no planeta Terra.

O Movimento Ecoera comemoramos o Dia da Terra há 15 anos e hoje, mais do que nunca a moda, a beleza e o design precisam colaborar nessa força tarefa, e cada um de nós pode espalhar essa mensagem. Afinal somos quase 8 bilhões, mas, na verdade, somos UM.

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E se você quiser saber mais sobre essa data, hoje tem live no @portalecoera (instagram.com/portalecoera/) às 18h30.

Te vejo lá,

Bjs,

Chiara