Foto: Unsplash

Por Chiara Gadaleta

Reformar significa corrigir, consertar, reconstruir, renovar, modificar. Recuperar quer dizer recobrar a saúde, a energia, ganhar novas forças, restabelecer-se, promover a restauração, reabilitar-se. Para nós que amamos moda, essas palavras vêm ganhando importância e prestígio, em tempos de sustentabilidade.

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Quando usamos os Rs a nosso favor, Reciclar, Reaproeveitar, Reusar, Reorganizar, Regenerar, Reavaliar, Ressignificar, Redesenhar, Reformar, Renovar, Retornar e por ai vai, estamos aumentando a vida útil das peças e evitando o descarte desnecessário – muitas vezes feito em lugares inapropriados. Além disso estamos inaugurando um capitulo mais responsável e divertido de pensar, produzir e consumir moda.
E para dar valor a essas práticas, algumas marcas estão indo além e fazendo, dessas técnicas, um modelo de negócio.

Na sempre vanguardista Patagônia, o projeto Worn Wear recolhe equipamentos e roupas usados da marca, renova esses produtos, conserta o que é possível, e depois revende por um preço bem mais convidativo. Desde 2017, foram mais de 1 milhão de dólares em vendas no site, prova de que esse modelo é lucrativo para o meio ambiente, para a empresa e contempla os pilares da sustentabilidade na moda: ambiental, social e econômico.

A Rip Curl, especialista em surfwear trata a roupa de borracha como um bem durável, e oferece uma espécie de assistência técnica para que as peças possam ser reparadas sempre que houver algum sinal de desgaste.

No ramo da joalheria, a carioca Antonio Bernardo conserta e reforma jóias antigas danificadas valorizando assim a história das peças e a mão de obra dos ourives.

Para a sueca Nudie Jeans, reparar é mais do que um serviço, está no DNA da marca. A proposta de negócio circular é levada a sério: o cliente escolhe entre levar seu jeans rasgado ou precisando de cuidados até a oficina de conserto Nudie Jeans mais próxima, ou pode receber os serviços através da “Estação Móvel de Reparo”, uma equipe que vai até seus clientes.

Na Selfridges, o radar também está apontando para o pós-consumo. Para a loja de departamento inglesa reinventar o varejo é foco e solução em tempos de pandemia. Além da possibilidade de aluguel e revenda, também oferecem reparos e reformas, como parte de sua estratégia de se aproximar do consumidor da atualidade, mais consciente e responsável na hora de comprar moda. Nesse nossa proposta, roupas, bolsas, sapatos e joias podem ser reformadas por meio do “serviço de concierge de reparos”.

A crise da COVID-19 impactou o mercado da moda e sabemos que serão necessárias mudanças e ajustes. Os estoques estão lotados e nesse contexto os Rs serão muito bem-vindos.

Vamos juntos nessa transformação para uma moda mais criativa e sustentável.
Bj
Chiara