Foto: Reprodução/YouTube

A primeira edição do Green Summit Bazaar Ecoera aconteceu na quarta-feira (28.10) e foi um sucesso, com importantes discussões sobre sustentabilidade e as práticas de impacto positivo, com a participação de marcas e profissionais que estão construindo um futuro mais sustentável em diversos setores de moda.

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O evento é fruto da parceria entre Movimento Ecoera, pioneiro em integrar a sustentabilidade nos mercados de moda, beleza e design, dirigido por Chiara Gadaleta, e a Harper’s Bazaar Brasil.

O quarto tópico do encontro foi o futuro. Mediado pela diretora do Ecoera, a mesa teve participação de Rachel Maia, da UNICEF, Carlo Pereira, do Pacto Global da ONU, Gustavo Silvestre, do projeto Ponto Firme, e Patricia Gomes, do Imaflora.

Começando a falar sobre o futuro da natureza e os mecanismos para preservá-la, o diretor executivo do Pacto Global da ONU, dissertou sobre a agenda de 2030, exaltando o principal lema desta medida assinada por centenas de países. “Esta agenda tem como lema não deixar ninguém para trás. Ela quer olhar para todo mundo, dar amparo a todos e melhorar a vida de cada parte”, contou, emocionado.

Nesta ideia de mudar o futuro, seja ele qual for, o ativista social Gustavo Silvestre falou mais sobre os próximos passos do projeto Ponto Firme, que leva a cultura do crochê para a população carcerária de São Paulo. A experiência individual do estilista com esta prática manual fez com que ele olhasse um potencial modificador para mais vidas.

Foto: Arte Portal Ecoera

“Quando eu me reencontrei com o crochê, ela me trouxe autonomia: eu era um estilista que podia produzir o meu tecido. Vi nesta prática uma potência muito grande e queria levar para mais pessoas”, completou, revelando que irá desfilar com sua marca na próxima edição do SPFW. “Vamos apresentar uma collab com a NK Store baseada na cultura upcycling”, revelou.

Voltando o papo para uma reflexão sobre a natureza, Patricia Gomes, que cuida da ONG Imaflora, se revelou otimista quanto ao futuro, dizendo enxergar novas e boas oportunidades para a população brasileira. Para ela, não faltam mecanismos para colocarmos em práticas diversas inovações que já rolam por aqui.

“Vejo um futuro de boas oportunidades. O Brasil tem um local enorme que é a Amazônia que, dali, dá para tirar diversas inovações. Acho que também já temos tecnologia e soluções possíveis para vários problemas. Só podemos colocar as engrenagens para rodar”, completou.

Para fechar a mesa, a empresária, consultora e ex-CEO da Lacoste, Rachel Maia, trouxe à tona uma visão mercadológica, uma vez que a paulista acredita que as empresas receberão ultimatos de investidores para que se modifiquem no atual pensamento sustentável que se deve ter. “A regra clara: ou você faz, ou você faz. Mude ou faça um planejamento para mudar senão tirarei meu chefe gordo da sua companhia”, disparou.

Mesmo com tudo isso, Maia ainda acredita que a competitividade do mercado não irá acabar pois, com a falta de adequação de algumas empresas diante às demandas, outros grupos empresariais aparecerão para abocanhar esta parcela consumidora.

“O mercado não vai perder competitividade: uns vão deixar de existir e outros vão ganhar mercado porque nada vai se perder, nenhuma fatia”, finalizou.