Foto: Arquivo Harper’s Bazaar

O foco na sustentabilidade do planeta ganha espaço a cada ano. Movimentações de marcas renomadas em todo o mundo, não apenas de itens de moda, estão revolucionando a forma de se apresentar ao mercado, destacando um estilo de consumo consciente.

Prova disso é a onda de locação de itens pessoais, ao invés da compra. Embora essa forma de negociação não seja nova, haja visto os ateliês de vestidos de noivas, que alugam as peças, este formato tem conquistado muitos adeptos que disponibilizam até mesmo itens de decoração para aluguel. Este comportamento promete ser tendência, especialmente, para o consumo consciente pós-pandemia.

De maneira geral, tudo o que não é perecível pode ser alugado, sejam carros, motocicletas, bicicletas, móveis, calçados, acessórios fashion e outros. Não entram na lista, pelo menos por enquanto, peças íntimas, como lingeries e biquínis.

Chamado de “economia do compartilhamento”, esse hábito já está mais presente no dia a dia do que se possa imaginar. Vai viajar para outro estado? Aluga-se um carro. Vai dar uma volta no parque? Aluga-se uma bike. Vai a uma formatura? Aluga-se o vestido de gala. Quer fazer uma festa de aniversário? Aluga-se os itens de decoração, e assim por diante. Na verdade, a crescente deste comportamento se intensifica pela consciência de que é mais benéfico usar, e não possuir.

Impactos globais do compartilhamento

Contudo, muito mais do que a economia do bolso de quem aluga, em um futuro próximo, estima-se um impacto muito positivo sobre segmentos como saúde ambiental, climática, financeira e política, com a redução na produção de lixo, apenas para citar um exemplo.

Conforme uma reportagem recente do site inglês “The Guardian”, os mais jovens querem testar produtos e não se importam de pagar um aluguel para isso, ao contrário de quem está acima dos 40 anos de idade. Em outras palavras, aquele valor de ter foi substituído pelo valor de experimentar.

Já no Brasil, a tendência da economia do compartilhamento também caminha, só que um pouco mais devagar. Em 2013, por exemplo, o país ocupava o quarto lugar entre os países mais consumistas do mundo, e essa característica ainda permanece. Mas já é possível ver sinais de boas mudanças, especialmente, entre os mais jovens, que usam apps como Blablacar, Airbnb, Alooga e outros.