Foto: Alex Fisberg

Desde sua fundação, em 2019, o essencial de IDA passa pelos pilares de responsabilidade ambiental e social que orientam desde a escolha da matéria prima para as peças até o trabalho com fornecedores de impacto social. Parte importante disso é fruto da parceria com o Instituto Ecotece, que busca apresentar para a marca fornecedores e práticas de moda ética para sua cadeia de produção.

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Em 2021, o balanço deste trabalho conjunto foi de 9 grupos apoiados pelo instituto atuantes na produção da marca, impactando 65 empreendedores. Isso resultou na produção de 2.122 peças de IDA, gerando cerca de 45 mil reais em renda para empreendedores vulneráveis. As REbags, as bolsas sustentáveis da marca, são integralmente produzidas a partir da parceria com o Ecotece, assim como algumas peças de malharia com inserção de técnicas artesanais.

Um exemplo é a blusa Julia, com as mangas feitas em crochê manual com o uso de fios 100% algodão e realizada por 19 pessoas participantes de 3 grupos – Família Dias, Amesol Crochê e Oficina dos Anjos. O cuidado se destaca: o tempo de produção dos pontos artesanais permitia a finalização de duas peças por dia, e foram produzidos 100 itens deste modelo no total.

O Ecotece atua na democratização dos conceitos e técnicas da moda ética, fomento do desenvolvimento local, empoderamento de mulheres e de usuários da rede de saúde mental, qualificação profissional e geração de renda, com atuação voltada para o fortalecimento de grupos produtivos vulneráveis ligados ao Comércio Justo e a Economia Solidária, que atuam com prestação de serviços de moda e design.

Foto: Alex Fisberg

No atendimento aos grupos produtivos em situação de vulnerabilidade, o instituto trabalha em três frentes de apoio – capacitação, inserção comercial no mercado de moda ética e gestão produtiva em rede – e os ativos sociais da parceria com a IDA  visam ampliar a oferta de trabalho e aumentar a renda para grupos produtivos em situação de vulnerabilidade da rede. IDA e Ecotece procuram viabilizar capacitações através de técnicas de manufatura, gestão produtiva e estratégia de negócios, para que as pessoas consigam entregar peças em escala média de quantidade, mas de alta qualidade. Esses grupos estão localizados, na maioria das vezes, em comunidades periféricas de São Paulo e na Grande São Paulo e são formados majoritariamente por mulheres e usuários da rede pública de saúde mental. Outro aspecto importante é o desenvolvimento de produtos artesanais, incentivando a manutenção de saberes culturais. Além disso, vale ressaltar que, sobretudo, todo esse contexto incentiva a produção local e nacional.

Durante os dois anos de parceria, IDA e Ecotece já trabalharam com 10 diferentes pequenos grupos produtivos vulneráveis, com o uso de técnicas como corte e costura de malharia, costura de acessórios, serigrafia, crochê e bordado manuais. Esse é um movimento efetivo em direção à evoluções concretas na cadeia produtiva da moda, além de mostrar que a responsabilidade ambiental e social no segmento é uma construção coletiva.