O principal objetivo da alimentação infantil é garantir a saúde da criança por meio do desenvolvimento de hábitos saudáveis. A fase a partir de 1 ano de vida é considerada um período sensível às alterações nutricionais e metabólicas, pois compreende a transição da alimentação para a dieta familiar.

Esse momento é tido como uma janela de oportunidades para melhorar a saúde dos indivíduos. Dentro dessa lacuna de tempo, a necessidade da ingestão de quantidades maiores de macro e micronutrientes para acompanhar o rápido crescimento da criançada, é fundamental. É nessa ocasião que os padrões alimentares também ganham novos contornos, já que os pequenos passam a ter independência nas habilidades físicas e na forma de se comunicar. Para ilustrar, as crianças de 15 meses já conseguem comer e beber com pouca ajuda. Dentro desse contexto, é bom ficar atento ao tipo de ambiente em que elas fazem as refeições, que deve ser livre de distrações, ou seja, nada de tevê, computador ou música. “O cardápio oferecido nessa fase deve ter cereal ou tubérculo (arroz, batata ou macarrão), proteína vegetal (feijão, soja, lentilha, ervilha ou grão de bico), proteína animal (ave, boi, porco ou peixe, ovo ou vísceras) e hortaliça (verduras de folhas e legumes). Como sobremesa e lanches, apenas uma fruta. Leite pelo menos 600ml por dia (divididos em três tomadas) e água”, esclarece a presidente do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Virgínia Weffort.

Foto: Priscilla Gragg, Bazaar Kids Maio 2021

Também é importante evitar o consumo de guloseimas. Sim, a preferência por doces é muito comum nessa faixa etária, porém, vale lembrar que essas iguarias apresentam alta densidade calórica e costumam ser pobres em micronutrientes. “A aceitação de alimentos com outros sabores geralmente não é imediata, e algumas crianças só começam a aceitá-los após oito a dez exposições de forma não coercitiva. Tocar, cheirar, brincar, colocar na boca e cuspir novos alimentos são comportamentos exploratórios normais que precedem a aceitação dessa comida”, relata estudo idealizado pela Associação Brasileira de Nutrologia.

Como nem tudo são flores, papais e mamães podem se sentir frustrados diante do entendimento de que existe desequilíbrio (para mais ou para menos) no fornecimento de energia e na ingestão de micronutrientes e de ácidos graxos abaixo do recomendado. A fórmula de primeira infância ou “Young Child Formula” (YCF), como é conhecida internacionalmente, é indicada para crianças entre 1 a 3 anos e é uma opção para modular o consumo de nutrientes essenciais e o atingimento do pleno desenvolvimento nesta faixa etária.

No Brasil, quem aposta neste segmento é a Danone Nutricia, que lançou as fórmulas Aptanutri Premium 3, com DHA, ARA (ácidos graxos derivados do ômega 3 e o ômega 6) e prebióticos, e Aptanutri Profutura 3, feita com nutrientes DHA e ARA com duas vezes mais absorção, nucleotídeos e prebióticos, ambas voltadas ao público entre 1 e 3 anos. www.aptanutri.com.br

Foto: Priscilla Gragg, Bazaar Kids Maio 2021

Crescimento infantil até os 3 anos

  • Desenvolvimento da barreira intestinal, responsável pela imunidade.
  • Desenvolvimento cognitivo e neuromotor.
  • Desenvolvimento dos órgãos.
  • As crianças nesta fase, por estarem em pleno crescimento e desenvolvimento, necessitam de quantidades maiores de vitaminas e de minerais. Vitaminas A, D, C, ferro, cálcio, fibras e ácidos graxos essenciais são alguns dos nutrientes que, segundo estudos e revisões bibliográficas, mais faltam na alimentação das crianças brasileiras e, por isso, precisam de maior atenção.
  • Após o primeiro ano, a recomendação é que as crianças consumam de duas a três porções de lácteos ao dia. Esses alimentos são parte fundamental da dieta, pois representam cerca de 25% a 30% das necessidades totais de energia. Esses alimentos são fontes importantes de nutrientes.

O MINISTÉRIO DA SAÚDE INFORMA: O ALEITAMENTO MATERNO EVITA INFECÇÕES E ALERGIAS E É RECOMENDADO ATÉ OS 2 (DOIS) ANOS DE IDADE OU MAIS.

 

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Consulte sempre o seu médico e/ou Nutricionista.

 

Referências:

  1. Were FN, Lifschitz C. Ann Nutr Metab. 2018;73 Suppl 1:20-5.
  2. Pietrobelli A, Agosti M. Nutrition in the First 1000 Days: Ten Practices to Minimize Obesity Emerging from Published Science.
  3. Brown, TT; Jernigan T.L. Neuropsychol Rev. 2012; 22(4): 313–333.
  4. Bailey RL et al. Ann Nutr Metab. 2015;66 Suppl 2:22-33.
  5. Prado EL, Dewey KG. Nutr Rev. 2014;72(4):267-84.
  6. Nogueira-de-Almeida CA. Int J Nutrol 2020; 13(1).
  7. SBP. Manual de Orientação do departamento de nutrologia: alimentação do lactente ao adolescente, alimentação na escola, alimentação saudável e vínculo mãe-filho, alimentação. saudável e prevenção de doenças, segurança alimentar. 2012.
  8. Harmsen H et al. J Pediatr Gastroenterol Nutr. 2000;30(1):61-67.
  9. Mello CS et al. J Pediatr (Rio J). 2016; 92:451-63.
  10. Merritt RJ et al. JPGN. 2020; 71(2)