Foto: Bazaar Kids
Foto: Bazaar Kids

Por Juliana Freire e Renata Pires, do Just Real Moms

Assim que aparece o positivo no teste de gravidez, automaticamente começam a surgir perfis sobre maternidade no seu Instagram. Afinal, junto com a felicidade da descoberta vem um milhão de dúvidas! E aí é inevitável que se busque ajuda em todos os meios que estão ao alcance. Na época das nossas mães eram os livros. Depois, vieram os sites. Hoje, as maiores aliadas são as redes sociais. Por isso, a quantidade de dicas sobre esse universo aumentou bruscamente nos últimos três anos.

O conteúdo é recheado de conselhos, novidades, fotos fofinhas, assuntos sobre educação e piadas, que só nós, mães, identificamos. Se por um lado isso é bacana, pois todas essas informações facilitam a vida das grávidas e das mães, por outro, a internet faz com que as informações cheguem de modo extremamente rápido, em excesso e sem filtro, o que cria a tal da “síndrome da mãe perfeita”.

A patrulha social acabou se encarregando de julgar e de qualificar quem são as boas e as más, e isso tem deixado as mulheres confusas. Se você não amamenta até os seis meses exclusivamente, se não teve parto normal, se trabalha fora ou se deixa seu filho com a babá boa parte do dia, você não é uma boa mãe. Até as anedotas sobre maternidade nas redes sociais fazem com que os dedos apontem para a gente dizendo: “Por que teve filhos, então? Não deveria ter tido!” Porém, o fato é que não existe um manual para ser “a mãe perfeita”.

A famosa “competição entre mães” já virou sátira e, se você chegou nesse mundinho agora, o conselho é o seguinte: não caia nessa! Apenas aceite as suas condições e as próprias escolhas. Deixe-se guiar pela intuição, eleja certas “vozes” para escutar – seja do pediatra, da sua mãe, de uma amiga em quem confia ou simplesmente do seu coração –, e siga em frente. Por fim, acredite: você, errando ou acertando, é a melhor mãe que o seu filho pode ter.