Foto: Green Fuel Solar/Divulgação

Por Alê Duval

Nem mesmo os Jetsons, família futurista dos desenhos animados de Hanna Barbera, imaginaram que um dia o mundo trocaria a energia elétrica pelas fontes solares. Uma das maiores descobertas científicas de todos os tempos, a eletricidade elevou a humanidade a outro patamar – e foi graças ao interesse de Tales de Mileto, lá no século 6 a.C., e de gente como Alessandro Volta, André-Marie Ampère, Georg Simon Ohm, Nicola Tesla, Thomas Edison, Michael Faraday e Benjamin Franklin que estamos aqui hoje com mil canais no YouTube, músicas rolando no Spotify e redes sociais bombando no frenesi do 4G (logo mais 5G).

O experimento que fez os lampiões a gás entrarem em extinção foi feito com uma pipa – que ninguém repita isso em casa – empinada durante uma tempestade de raios. Uhuh!!

Aidan Dwyer – Foto: Divulgação

Benjamin Franklin, pai do para-raios e das lentes bifocais, mandou muito bem ao identificar as cargas positiva e negativa. Muitos séculos depois, o nova-iorquino Aidan Dwyer fez um seleto grupo de cientistas passar vergonha ao tomar a dianteira nas pesquisas sobre sistemas eficientes de coleta de energia solar. O garoto, então com 13 anos, colou na natureza para criar um modelo de “árvore solar”, capaz de gerar entre 20% e 50% mais energia do que os painéis tradicionais de tela plana comercializados atualmente.

A ideia de Aidan usa a sequência matemática de Leonardo Fibonacci, idealizada na era medieval, como ponto de partida. Segundo o garoto, os exemplos desse padrão podem ser encontrados nas sementes de girassol, nos sistemas do corpo humano e até nas galáxias no espaço. Em seu coletor, a fórmula transformou os galhos em espiral, com minúsculos painéis nas extremidades – fazendo as vezes de folhas. O projeto foi tão babadeiro que conquistou um dos prêmios do Naturalist Awards.

Se a história desse jovem faz aguçar o seu cientista interior, a dica é mergulhar na literatura e virar fã de séries que revelam (ou se propõem a isso) os segredos da matéria. No Brasil, a maioria das crianças e dos adolescentes curte bancar o Jimmy Neutron – ou se imaginar no laboratório de Dexter -, mas 90% desse contingente não conhece um único cientista brasuca!

Para dar uma mãozinha, listamos alguns famosos que podem te inspirar a inventar o próximo apetrecho que vai mudar o mundo. Anote aí: Cesar Lattes, Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, Adolfo Lutz, Vital Brazil, Marcelo Gleiser, Duillia de Mello, Mayana Zatz, Jaqueline Mesquita e a jovem Juliana Estradioto.

Como diria o astronauta Neil Armstrong, “Esse é um pequeno passo para o homem” – que sempre pode ir mais longe.