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Casal de fotógrafos mostra novo olhar sobre a África

Moçambique entra na mira da dupla Deborah Maxx e Gustavo Arrais

by Patrícia Favalle
Moçambique

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Fotos Deborah Maxx e Gustavo Arrais

Há exatos 80 anos, o escritor Graciliano Ramos retratou o cotidiano dramático dos retirantes esquecidos em meio a uma natureza insólita e a uma sociedade injusta. Século 21, e as narrativas parecem intocadas pelo tempo. O cenário ainda é árido e o solo é estéril, mas o lugar não é exatamente o Brasil; é a África.

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Moçambique

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Estamos no berço da humanidade, no continente-mãe, guiados pelos olhares dos fotógrafos Deborah Maxx e Gustavo Arrais - colaboradores pontuais da Harper’s Bazaar. São eles que revelam a face mais perturbadora do que acontece por ali, mas também fazem questão de dizer, que mesmo diante de tanta escassez, sobram sorrisos.

Para conhecer mais sobre o projeto tocado pela ONG Fraternidade sem Fronteiras, batemos um papo com Gustavo. Leia abaixo:

Como vocês descobriram Moçambique?
Descobrimos Moçambique e a ONG Fraternidade sem Fronteiras por meio de um amigo, o ator Reynaldo Gianecchini, que apoia a causa.

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Por que resolveram entrar nessa ação?
Nós sempre estamos envolvidos com movimentos de ajuda humanitária ou causas sociais e de saúde. Quando soubemos do trabalho a ONG Fraternidade sem Fronteiras, em Moçambique, logo nos oferecemos para registrar de maneira (mais) artística e emocional a atuação da entidade nas 20 aldeias atendidas em todo o país.

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Quanto tempo vocês ficam por lá?
Tentamos ir pelo menos uma vez a cada ano, mas isso depende, claro, das nossas agendas. Nos últimos três anos conseguimos manter essa frequência. Geralmente ficamos cerca de 15 dias, e visitamos uma aldeia diariamente a fim de prestar auxílio e trazer um pouco de esperança para eles.

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Vocês colaboram com outros projetos que envolvem crianças?
No momento, além da ONG Fraternidade sem Fronteiras (fraternidadesemfronteiras.org.br), ajudamos mais duas entidades: Médicos sem Fronteiras e a Melanoma Brasil (melanomabrasil.org). Esta última presta ajuda aos portadores de um câncer de pele. O nosso engajamento aconteceu após a perda da minha mãe. Ainda colaboramos com o projeto “Extraordinárias Cores”, que busca empoderar e trazer autoestima para mulheres portadoras de vitiligo.

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Como percebe o papel da fotografia na sociedade atual?
A fotografia é, e sempre será, uma ferramenta que faz a humanidade se emocionar e voltar os seus pensamentos para situações que não são tão comuns aos olhos de todos. Ela sempre vai existir, seja para causar espanto por uma cena forte, seja para alegrar, seja para informar… A fotografia é uma arte universal que não tem a barreira dos idiomas, ela fala com todos, sem distinção.

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Quais são os planos futuros do casal?
Queremos fechar uma parceria com alguma Ong que presta auxílio a refugiados, pois é um problema atual e que tende a crescer. Nós precisamos pensar e enxergar as pessoas como irmãos.

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O que você tem a dizer para as gerações futuras?
Que o amor é a grande razão e aprendizado de toda a estada nesse mundo. Nossas vidas são curtas e quando, finalmente, entendermos que temos que amar ao próximo como a nós mesmos, aí, sim, vamos encontrar o equilíbrio para construir uma humanidade sem fronteiras de nacionalidades, raças ou gêneros.

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Gustavo Arrais tem 23 anos de carreira, com passagem pelo estúdio Abril, onde trabalhou com importantes fotógrafos, como Paulo Vainer, Luiz Crispino, Nana Moraes e Jr. Duran. Depois atuou com fotografia de culinária ao lado de Antônio Freitas e montou o primeiro estúdio com Antônio Dercilio.