Foto: Divulgação
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por Maria Antonia Camargo Penteado

Já tinha ouvido falar na Áustria, terra de Mozart e de A Noviça Rebelde, um dos meus filmes favoritos. Mas não imaginei que era tão linda. Viajei com a minha mãe, pela Swiss (swiss.com), que tem a rota mais rápida saindo do Brasil com destino a Viena, a capital. A bordo, ganhei um livrinho com puzzles e stickers, e um miniavião de pelúcia, que me ajudou a dormir, como um travesseirinho. Na chegada a Zurique – onde pegamos outro voo –, ver os Alpes de cima, cheios de neve, foi demais. Se pudesse voar, estaria deitada sobre aquelas montanhas.

Em Viena, fomos recebidas como princesas pela equipe do Sacher (sacher.com), um hotel de 1876 que me fez sentir em um palácio. Nunca pensei que uma menina de 9 anos teria uma ficha de check-in. Enquanto minha mãe preenchia a dela, eu escrevia ali minha cor e comida prediletas, nickname e hobbies. Quando entrei na suíte, fui descobrindo as surpresas. Cupcakes, docinhos e frutas na sala, nécessaire, roupão e chinelos do meu tamanho, e o teddy bear sobre a cama. O ursinho, vestido de porteiro, igualzinho ao moço na frente do hotel, virou o meu melhor amigo. Não demorou para encontrarmos o terraço, de onde podia ver a cidade toda. Pronto, queria conhecer tudo!

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Viena é uma cidade cheia de atrações e de histórias de reis e rainhas (os Habsburgos reinaram por muitos séculos) e, claro, não paramos um minuto. Imperdível ir ao Belvedere e ver a pintura O Beijo, de Gustav Klimt. Gosto muito de pintar e adorei admirar os detalhes da tela, em dourado. Também amei participar da preparação do apfelstrudel no café do Palácio de Schönbrunn, antiga residência de verão da Sissy. E como fã de cozinha que sou, fiz uma aula no restaurante Wrenkh Kochsalon, e aprendi a fazer o schnitzel.

Esqueletos de dinossauros, recriações de espécies extintas e cristais! O Museu de História Natural me mostrou tudo isso. Adoro bichos, e no Schönbrunn Zoo, o mais antigo do mundo (1752), vi pandas gigantes, elefantes e tigres. Numa manhã fomos assistir ao treino dos cavalos da raça Lipizzaner na Spanish Riding School, ao som de música clássica, e depois ver os estábulos. Dei cubos de açúcar na boca de um cavalo, tão fofo que não queria mais sair do lado dele. Outra experiência “wow” foi o indoor skydiving, no parque Prater. Estava flutuando no ar!

Compras? Fizemos com Lucie (shoppingwithlucie.com), guia nova-iorquina que monta tours com a sua cara. No meu caso, livraria (Franz Leo), loja de chocolates (Leschanz), brinquedos e roupas (Carrousel). Em um fim de tarde, relaxei no spa com uma massagem facial e máscara com óleo de abacate e musse de pepino, que terminou com um copão de smoothie de banana, framboesa e morango. Uma noite, assistimos a um balé na Ópera e foi lindo estar naquele lugar mágico. Difícil ir embora de Viena, mas não sabia o que estava por vir.

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Salzburgo parece uma vila de conto de fadas. Fomos direto aos Mirabell Gardens, um dos cenários de ANoviça Rebelde, e o que aconteceu ali foi emocionante. Ao redor da fonte onde fraulein Maria e as crianças encenaram Dó-Ré-Mi, apareceu um grupo de meninas cantando a música do filme, quase choramos! Na cidade, também vale ir à casa onde nasceu Mozart – hoje transformada em museu.

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De lá, viajamos para as montanhas do Tyrol. O Interalpen-Hotel (interalpen.com), perto de Innsbruck, é um grande chalé. Era começo de primavera e, para a minha sorte, naquela noite estava nevando. Do terraço do quarto, todo de madeira, dava para ver a neve caindo. De manhã, acordei e saí correndo lá fora para construir um boneco de neve. O staff do hotel, vestido com roupas típicas dos Alpes, fazia me sentir em uma história. Durante os nossos dias por lá, deitei e rolei na neve e esquiei pela primeira vez. À tarde, ficávamos na piscina, parte dela ao ar livre e soltava fumaça de tão quentinha. Também fiz aula de ioga. Sair de lá? Só se fosse para o Castelo de Neuschwanstein, aquele que inspirou Walt Disney, em um passeio de meio-dia, atravessando a fronteira para a Alemanha. Construído pelo rei Ludwig II, é tudo aquilo que imaginava de um castelo de verdade, com salas perfeitas e torres secretas. E assim, a minha viagem poderia continuar pelos caminhos da Baviera e a Floresta Negra. Tem que voltar para o mundo real?