Por Julia Karabolad

Oi! Vou contar aqui a realização de um sonho dourado! A minha mãe começou a viajar para Índia a trabalho, quando eu tinha apenas dois anos. E desde então, descobri a minha paixão: queria conhecer a Índia!

Eu sou a Julia Karabolad, tenho dez anos, moro nos Estados Unidos e vou compartilhar a minha aventura com vocês (que já começa pelo avião, porque demora pra caramba para atravessar o mundo!!!).

Quando finalmente descemos em solo firme, por causa do fuso, o corpo não sabe quando é dia ou quando é noite. Mas me acostumei rapidinho com a mudança de horário. A primeira parada foi Délhi, que é a capital da Índia. Délhi é dividida em duas partes, Old Délhi e New Délhi. O lado novo é muito arrumadinho, cheio de árvores e prédios lindos! Já no lado velho, é o oposto: uma bagunça. Por exemplo, cinco carros passando em uma rua em que só cabem dois! Além disso, ainda tem ricksaw (um tipo de bicicleta), motos, tuc tuc e vacas!!!!

Sim, vacas! Na Índia as vacas são animais sagrados. Os hindus acreditam que como ela dá leite, é como se fosse uma segunda mãe. Elas andam livremente pelas avenidas do país. Por isso, é proibido comer carne!

Falando em comida, o cardápio indiano é famoso por conta dos temperos fortes, mas não arrisquei, porque é apimentado e não curto nadinha ficar com a boca ardida! Outra coisa que me causou surpresa, foram as cores. A Índia é supercolorida! Principalmente na roupa das mulheres. E todas maquiam os olhos, inclusive as crianças. Dizem que a maquiagem dos olhos é para proteger do mau olhado.

Depois de Délhi fomos de carro para Agra. Agra era a cidade que eu mais queria conhecer, porque o TAJ Mahal fica lá. Até parece que ele é um cenário, de tão perfeito! Esse é um monumento de amor, o rei tinha muitas esposas e a favorita dele morreu ☹. Aí ele construiu este lugar lindo para que ela fosse enterrada lá! Naquela época, ele gastou quase todo o dinheiro do reino para poder concluir a homenagem. Acabou preso, e morreu em uma cela com vista para o mausoléu.

Na sequência de Agra, partimos para Jaipur. Jaipur é conhecida como a cidade rosa, porque quando a princesa da Inglaterra foi v visitá-la, o marajá mandou pintar as construções de rosa para homenageá-la.

Minha parte favorita foi ter um elefante e camelos só para mim por duas horas. Eu pude dar banho no elefante e alimentá-lo… E ainda dei uma voltinha de camelo.

Fui visitar o forte no lombo do elefante. Não é muito confortável, balança demais, parece uma montanha-russa, mas foi bem legal.

E não posso esquecer que em Jaipur, foi a minha primeira experiência em dormir em um palácio de verdade! Ficamos no Rambagh Palace, que era a antiga casa do rei. Já chegamos com uma chuva de pétalas de rosas. Aprendi a fazer mosaico com pétalas. O mais difícil foi fazer o pavão, que é o pássaro-símbolo da Índia.

Depois de Jaipur, nós fomos para Jodhpur, que é conhecida como a cidade Azul. Aqui a maioria das casas são pintadas de azul. Tem várias lendas e mitos de como as residências foram pintadas desta cor, mas ninguém sabe exatamente qual é a verdade.

Em Jodhpur, eu fiquei hospedada no palácio do rei! Sim, o rei ainda mora lá! E eu o visitei. Mandei uma cartinha para ele, pedindo para conhecê-lo e surpreendentemente, ele respondeu! Agora posso dizer que conheci um rei!

Na Índia, a roupa mais famosa para mulher é o sári. São sete metros de pano enrolado, formando um vestido. Meus pais renovaram os votos de casamento em uma cerimônia linda. Então tive a experiência de usar um sári. Oba! Mas precisei de ajuda para colocá-lo, pois é muito complicado! Também é bem difícil de andar com ele, não sei como as indianas conseguem.

Na preparação do casamento, eu e minha mãe fizemos tatuagem de henna nas mãos.

A parte final da trip foi em Udaipur, a Veneza da Índia. Fiquei no palácio de inverno no príncipe, que fica no meio do lago. Tem que pegar um barquinho para chegar lá. Adorei, porque o pessoal do hotel me deu três bichos de pelúcia (cópias de animais típicos da região, como o pavão, o esquilo e o camelo)! Eles acertaram em cheio, porque faço coleção!

Aprendi com essa viagem que cada país tem um jeito diferente. E é importante respeitar todos os tipos de religião e de cultura. Agora que você leu sobre a minha viagem para a Índia, espero que você também viva essa experiência!