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O rúgbi vai muito além do contato físico: ele prega disciplina e amizade!

Por Anita Dimarco

O rúgbi é disputado em mais de 120 países, destacando os de colonização inglesa: Reino Unido, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul, que são os mais poderosos entre as quatro linhas. A copa do mundo dedicada à modalidade é considerada o terceiro evento esportivo com maior audiência do mapa – estamos falando de aproximadamente quatro bilhões de telespectadores vidrados no jogo! No Brasil, embora a atividade ainda não resulte em cifras milionárias ou arraste grandes multidões aos estádios, ela tem conquistado espaço nas emissoras de tevê e nas arquibancadas.

Na última década, por exemplo, a seleção masculina adulta saltou da 45ª posição no ranking da International Rugby Board (IRB) para 27ª. Já o time feminino é reconhecido como o melhor da América Latina, superando as consagradas equipes da Argentina, do Chile e do Uruguai. O estilo em campo mais comum é conhecido como “Rúgbi 15”, que faz alusão à quantidade de jogadores, mas há uma versão mais dinâmica batizada de “Rúgbi 7”, que vem se destacando no cenário mundial e atraindo cada vez mais adeptos, especialmente depois do seu retorno às Olimpíadas.

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A partida consiste em apoderar-se do território do rival, com passadas de bola para o lado ou para trás, sendo que os ataques decorrem de corridas com a posse de bola. Por sinal, as investidas para frente são permitidas apenas com pontapés. Com o frenesi do duelo, vale frisar que os jogadores não podem falar, discutir e nem ofender o árbitro. Somente os capitães têm o direito de se dirigir ao juiz para quaisquer questionamentos.

Trata-se de um esporte inclusivo, que possibilita a participação de atletas com diferentes biótipos – dos mais gordinhos (que são indispensáveis!) aos fortões. “Por ser uma atividade em que várias características físicas são necessárias, todos os interessados somam ao time”, ressalta Mauricio Draghi, fundador e diretor do Instituto Rugby para Todos.

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A turma kids a partir dos seis anos já pode treinar os primeiros movimentos do rúgbi. De acordo com profissionais de educação física, o esporte faz com que os pequenos exercitem a musculatura, trabalhem membros inferiores e superiores e aprendam sobre coletividade, cumplicidade e respeito. “Tenho observado o avanço das crianças que iniciam no rúgbi cedo. Como estão em fase de desenvolvimento, elas aprendem muito rápido as técnicas, as habilidades motoras e, principalmente, os valores que são baseados no companheirismo e na ajuda mútua”, ressalta André Hulle Catani Barra, treinador da categoria infanto-juvenil do Pasteur Athletique Club.

Quem quer experimentar o jogo pode conferir diretamente nas sedes do Pasteur Athletique Club (pacrugby.com.br), do Rio Branco Rugby Clube (riobrancorugby.com.br), do Bandeirantes Rugby Clube (bandrugby.com.br) ou do Spac (spac.org.br). Existem também bons projetos sociais espalhados pela capital que atendem comunidades carentes, caso de Paraisópolis, e também no Rio de Janeiro, que usa as praias de Copacabana, de Ipanema, do Flamengo e a quadra da Chácara do Céu para ensinar os fundamentos da modalidade – todos coordenados pelo Instituto Rugby para Todos (rugbyparatodos.org.br). Além disso, há muitos festivais infantis não competitivos com jogos lúdicos de apresentação do esporte.
Para as mamães que pensam que o rúgbi é violento fica o esclarecimento de que os valores morais são muito mais importantes, afinal, ainda que se trate de um esporte de contato, há um código de conduta rígido que prega a disciplina e a amizade.

Curiosidades

– O clube mais velho de rúgbi do mundo é o Dublin Football Club, fundado em 1854.

– Uma das seleções favoritas (e mais temidas do globo) é a da Nova Zelândia, apelidada de All Blacks em razão do uniforme preto. A equipe ainda protagoniza o Haka – dança dos guerreiros maoris para intimidar os adversários.