Uma das atividades mais bacanas para ser estimulada no começo da infância é, sem dúvida, a leitura. E as crianças adoram o universo da imaginação. Dos contos de fadas às histórias em quadrinho, há uma porção de títulos que ajudam a melhorar a criatividade, turbinam a alfabetização e ainda desenvolvem o pensamento cognitivo. Para celebrar o “Dia da HQ” – que rolou ontem, 30 de janeiro (data que homenageia o cartunista Angelo Agostini, autor do primeiro quadrinho brasileiro, “As Aventuras de Nhô Quim”), listamos seis books imperdíveis para se jogar nas aventuras deste mundo de super-heróis e muita diversão.

Clássico dos clássicos, o setentão Snoopy segue entre os personagens preferidos de diferentes gerações. Criado em outubro de 1950, por Charles Schulz, o cão beagle logo se transformou em protagonista da turma Peanuts, graças a sua mente fantasiosa e cheia de artimanhas. Snoopy forma dupla com o garoto tímido Charlie Brown, sem deixar de fora o melhor amigo, o passarinho Woodstock.

Nos anos 1960, a garota Mafalda, cria do artista argentino Quino, conquistou gente como o escritor Umberto Eco, além de milhares de seguidores que se identificavam com a atitude humanista e rebelde do personagem. Embora as tirinhas tenham sido publicadas até 1973, ainda hoje Mafalda é uma potência no segmento.

No Brasil, a Turma da Mônica, do cartunista Maurício de Souza, domina às bancas desde 1959. Bidu e Franjinha abriram alas para Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali armarem as melhores encrencas da ficção do bairro do Limoeiro. Depois de tanto sucesso, Souza deu forma a outros ícones, como Chico Bento, Penadinho e Tina. O mais legal é que os gibis da Mônica foram modernizados, com edições para jovens e em mangá, assim como filmes e desenhos animados.

Pioneiro em tantas frentes, Mickey Mouse ilustrou a sua HQ inicial em 1930. Desde então, o camundongo de Walt Disney circulou diariamente por 40 periódicos, em 22 países – incluindo o Brasil. Durante uma visita de Walt Disney ao Rio de Janeiro, em 1941, ele desenhou o papagaio Zé Carioca, que figura entre o seleto time de amigos de Pato Donald. Mickey é a estrela máxima das HQs (sem contar que é dono de cidades inteiras em Orlando, na Califórnia, em Paris, em Xangai, em Hong Kong e até em Tóquio).

Ao que tudo indica, o reino das HQs surgiu em 1930. Contudo, a técnica nonagenária de contar histórias por meio de tirinhas segue rendendo frutos. Super-homem que o diga. O galã indestrutível da DC Comics (que só perde energia diante da criptonita), foi o anfitrião para outros heróis conquistarem o público. Kal-El, mais tarde batizado de Clark Kent, desdobra-se entre a vida como jornalista bonachão do Planeta Diário e salvador do mundo. Um verdadeiro astro pop.

A escritora franco-iraniana Marjane Satrapi escreveu Persépolis, um relato surpreendente que narra a sua trajetória entre os dez anos até a fase adulta, já vivendo na França. Nascida em uma família politizada e moderada, Marjane enfrenta a revolução xiita no Irã questionando as obrigatoriedades impostas às meninas – e faz isso de forma intuitiva e empática. O resultado é uma das melhores HQs já produzidas no segmento.