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Em tempos em que a moda talvez peça mais sobriedade e confunda isso com atemporalidade, Amiri e Dries Van Noten propõem algo mais raro: cor, mistura e composições diversas em muitos materiais, cada uma à sua maneira, mas em coleções que exploram cores, cortes e sobreposições a partir do uso real da roupa e de uma relação mais honesta com o tempo.
Na Amiri, Mike Amiri aprofunda a linguagem da marca a partir de uma identidade pessoal, ligada à cultura californiana, à música e à memória afetiva. A alfaiataria aparece precisa, sem rigidez, pensada para diferentes momentos do dia. Jaquetas, paletós e calças trabalham proporções com leveza, equilibrando estrutura e conforto. O denim ocupa o papel central, tratado como matéria nobre. As composições são alegres, mas sofisticadas na medida. Imagina se todos os homens se vestissem assim?
Já na Dries Van Noten, Julian Klausner transforma o Inverno 2026 masculino em uma travessia emocional e visual. As silhuetas oscilam entre ajuste e excesso. Tricôs, florais borrados e uma paleta divertida e sem preocupação criam peças com personalidade, pensadas para o cotidiano. Bolsas amplas, volumes generosos e sobreposições reforçam que o mais é sempre mais e, aqui, ele é belo.
Em comum, as duas marcas rejeitam a moda como uma palavra vazia e apostam na roupa como extensão da vida real.














