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A Dsquared2 desfilou ultrapassando o limite do excesso e da dispersão. A coleção parte, mais uma vez, do vocabulário conhecido de Dean e Dan Caten, mas, desta vez, as referências criam uma confusão estética difícil de entender como narrativa. O esportivo, o sensual, o glam e o utilitário surgem empilhados, como se cada look disputasse atenção com o anterior.

A coleção aposta na sobreposição extrema e no acúmulo de volumes. Puffers, parkas e tricôs pesados criam um peso visual constante, reforçando um “maximalismo” mais excessivo do que provocador. O brilho aplicado ao esportivo, com cristais e paetês sobre outerwear e denim, amplia o impacto.

As botas de esqui com salto anabela futurista chamam atenção pela estranheza. Já nos acessórios masculinos, as botas western de bico quadrado, com capas removíveis que evocam o universo do esqui, surgem pressionadas pelo excesso. Mas, confesso, o extravagante estranha e se torna interessante.

 

Achei confuso? Super. Posso estar errado? Obviamente. Quem sabe eu ganhe na loteria e você me veja assim na próxima temporada de inverno, esquiando.

O desfile termina de forma performática, com os próprios Catens carregados nos ombros por modelos. Aliás, o casting, sim, era digno de aplausos.