
Gesaffelstein no tapete vermelho do 68º Grammy – Foto: Getty Images
Ao vencer o Grammy Awards 2026 na categoria Melhor Gravação Remixada, pelo remix de “Abracadabra”, de Lady Gaga, Gesaffelstein viveu um dos pontos altos de sua trajetória. Fiel à estética enigmática que marca sua carreira, o produtor francês chegou à cerimônia com o rosto coberto por uma máscara escura e refletiva e, ao subir ao palco para receber o prêmio, seu primeiro Grammy. optou por não fazer discurso, agradecendo apenas com um gesto ao público.
Gesaffelstein é o nome artístico de Mike Lévy, DJ, compositor e produtor musical francês nascido em Lyon, em 1985. Ao longo dos anos, ele se consolidou como uma das figuras mais influentes da eletrônica contemporânea, com atuação central no techno e em suas vertentes industriais.

Gesaffelstein se apresenta no palco ao ar livre do Coachella 2024, em Indio, Califórnia, em 13 de abril. Foto: Getty Images.
Sua linguagem musical combina techno, EBM, electro e experimentação eletrônica, com composições baseadas em repetição hipnótica, estruturas rítmicas rígidas e uso expressivo de sintetizadores analógicos. O reconhecimento internacional ganhou escala com o lançamento de “Aleph”, em 2013. Celebrado pela crítica, o álbum é considerado um marco do techno moderno.
Paralelamente à carreira solo, Gesaffelstein desempenhou um papel decisivo na aproximação entre a eletrônica experimental e a cultura pop. Colaborou com Kanye West no álbum “Yeezus” e manteve parcerias recorrentes com The Weeknd, em faixas como “Lost in the Fire” e “Hurt You”. Mais recentemente, trabalhou com Lady Gaga no álbum Mayhem, assinando a faixa “Killah” e produzindo o remix de “Abracadabra” que lhe rendeu o Grammy.
O aspecto visual é parte essencial do trabalho de Gesaffelstein. Os figurinos escuros, de inspiração industrial e acabamento metálico, tornaram-se elementos centrais de sua identidade. Embora nunca tenha detalhado publicamente sobre suas escolhas, em 2019 o estúdio Ironhead revelou uma parceria com o produtor, conhecido também por criar os capacetes do Daft Punk e figurinos de produções como “Pantera Negra”, “Homem-Aranha” e “Batman”.

Gesaffelstein recebe o Grammy de Melhor Gravação Remixada por “Abracadabra” de Lady Gaga – Foto: Getty Images
Apesar da máscara adotada a partir de 2019 e exibida no Grammy, nem sempre foi assim. Nos primeiros anos, especialmente na fase do álbum “Aleph” (2013), Gesaffelstein se apresentava sem ocultar o rosto. A virada visual aconteceu com “Hyperion”, quando a máscara passa a integrar de forma consistente suas aparições públicas e apresentações.

Gesaffelstein na estreia de “The Sea of Trees” durante o 68º Festival de Cannes, em 16 de maio de 2015, na França – Foto: Getty Images
Reservado, o artista mantém a vida pessoal distante da exposição e conduz sua carreira como um projeto controlado, no qual o conceito se sobrepõe à autopromoção.

