Vai cair na folia com o pé na areia ou vai atravessar o Carnaval no asfalto? Em qualquer cenário, tem um item que resolve o look com zero esforço: a sunga. O beachwear masculino entrou numa fase menos previsível, fugindo do clássico sunga-short ou da cavada de sempre, e abrindo espaço para peças que parecem pensadas como roupa. O modelo asa-delta está no auge, puxando a maré para laterais mais altas, recortes mais ousados e estampas que vão do gráfico ao tropical sem cair no óbvio. No meio disso, até os maiôs masculinos estilizados voltaram a aparecer, como uma espécie de resposta direta a um verão que pede coragem, cor e um pouco de brincadeira. Fizemos uma seleção de marcas que você precisa conhecer. Conhecia alguma?

Demenz

Fora do eixo Rio-São Paulo, a Demenz nasceu em Natal, em 2016, puxada por Yago e Lary, com uma ambição clara: fazer streetwear com linguagem global, sem reduzir a moda negra ao “étnico”, e colocando pessoas negras e outras minorias no centro da narrativa, com visibilidade e sem estereótipo. A marca começou pela camiseta sem gênero e transformou o bordado em assinatura, mas foi ampliando o mix aos poucos, no próprio ritmo, sem seguir a lógica de calendário de verão e inverno. Em nove anos, lançou cinco drops e quatro fashion films, sempre num processo coletivo e colaborativo, mantendo o foco em coleções atemporais e em peças sem distinção de gênero.

Nuddy Studio

A Nuddy Studio virou queridinha do underwear masculino por conta dos cortes limpos e de um visual que conversa com o corpo real. As caneladas continuam sendo o cartão de visita da marca, mas a peça que agora tem virado desejo é o maiô com costas vazadas, que já apareceu como hit. O motivo? Ele empurra o masculino para um beachwear menos previsível, com uma peça que funciona na praia e também no calor da cidade, do jeito que o verão pede.

Bannanna Brasil

A Bannanna Brasil nasceu em 2017 a partir do olhar do designer Nelson Silva, costurando três camadas bem brasileiras na mesma peça: a Bahia onde ele nasceu, a energia cosmopolita de São Paulo onde cresceu e onde a marca está baseada, e uma conexão direta com o espírito de praia do Rio. A proposta é de resortwear masculino com uma ideia de verão que não fica presa ao literal, interessada em liberdade de corpo e em simplicidade bem desenhada. As peças são feitas no Brasil, em produções pequenas, por um ateliê liderado por mulheres, com foco em acabamento e materiais certificados. É também a primeira marca brasileira de swimwear masculino a operar globalmente.

Bronzer

A Bronzzer nasceu em 2018 com uma ideia bem direta de beachwear: calor, energia e liberdade como ponto de partida, mas com consciência sobre o impacto ambiental da moda. A marca trabalha com peças pensadas para cidades quentes, informais e diversas, usando o litoral brasileiro como cenário e inspiração, e aposta nas sungas cavadas como assinatura, sempre com foco em cor, estampa e modelagem. A produção é feita à mão, em quantidade limitada, com tecidos orgânicos (CO² controlado) ou reutilizáveis, justamente para manter a escala pequena.

Another Place

A Another Place é dessas marcas que viraram uniforme da noite paulistana: peças no gender, feitas para circular de festa em festa. Só que, quando o assunto vira praia ou Carnaval, tem um clássico que sempre volta para o centro da conversa e entra em toda wishlist de verão: a sunga com coração vazado na bunda. É aquela peça com humor, que traz charme para o look.

Boldstrap

No SPFW, a Boldstrap virou uma das marcas que mais movimentam o visual dos convidados, com recortes, transparências e tiras que já funcionam como look todo. No Carnaval, esse repertório ganha outro sentido: vira ferramenta de sobrevivência no calor e também de presença, quando a rua pede pele à mostra sem culpa.

Moda de Pedro

Na DePedro, a peça não chega como um simples produto: ela vem com histórias de gente junto. A marca faz questão de dizer quem está por trás do que você veste, de Dona Márcia a Ana Cláudia e Vó Maria, e de situar essa rede de produção no sertão e no litoral potiguar, entre costureiras, bordadeiras, rendeiras e crocheteiras que colocam saberes ancestrais em artigos feitos à mão, pensados para durar.