O casamento dos príncipes Carl e Sofia - Foto: Getty Images
O casamento dos príncipes Carl e Sofia – Foto: Getty Images

Anéis de noivado podem parecer tão antigos como a instituição do casamento em si, mas, não muito tempo atrás, outros objetos simbolizavam a promessa de casar.

Por exemplo, durante o século XIX, alguns homens americanos presenteavam com dedais que, depois do casamento, eram cortados para se transformarem em um anel.

Já na Inglaterra, era comum o casal dividir um pedaço de ouro ou prata em duas partes, uma para cada um dos parceiros manter. Depois, para selar o compromisso, os dois brindavam com vinho.

Mas a verdade é que a história do anel de noivado vem desde Roma, quando os cristãos adotaram a tradição depois que o papa Inocêncio III declarou um período obrigatório de espera entre o noivado e o casamento. Os anéis, que sinalizavam que a pessoa tinha esse compromisso, eram então simples aros de ferro.

O costume da aliança de casamento na mão esquerda baseia-se na crença greco-romana de que uma veia especial, a “vena amoris”, liga o dedo anelar diretamente ao coração.

Os diamantes, que hoje são quase sinônimo de noivado, foram uma adição mais tardia. O arqueduque Maximilliam da Áustria foi, pelo que se tem notícia, o primeiro homem a presentear sua noiva com um anel de diamantes, em 1477. No entanto, a pedra não se tornou popular entre as pessoas comuns até a década de 30, quando a joalheria De Beers investiu em um pesado marketing.

A De Beers manipulou tanto a oferta quanto a demanda  da gema depois que milhares de minas foram descobertas na África do Sul durante o século XIX. A marca, então, contratou uma agência de publicidade de Nova York para elevar o diamante ao status de desejo absoluto.

No fim dos anos 1940, a agência N.W. Ayer lançou o famoso slogan “A Diamond is Forever” (Um diamante é para sempre). A frase encorajou os consumidores a verem os diamantes como uma herança de família. Deu certo…