Antes mesmo de a noiva se preparar para arremessar o buquê, as convidadas solteiras já traçam as suas estratégias para levar o mimo para casa. Reza a lenda que o ramalhete tem o poder de conduzir ao altar a felizarda que conseguir agarrá-lo diante de tantas concorrentes.

Mas alguém já parou para se perguntar de onde vem essa tradição? Segundo os pesquisadores, foi na Grécia Antiga que as noivas passaram a usar o acessório, época em que ele era feito de ervas e alho para afastar o mau-olhado. No fim da Idade Média, o adereço ganhou pompa e ares sofisticados. Entretanto, foi apenas no período vitoriano – isso lá pelo século 19 –, que ele passou a ser dado a uma convidada próxima da noiva. Nesta época também, as flores traduziam os sentimentos das pretendentes (e aqui entram em cena os tipos e as cores das pétalas: lírio quer dizer pureza, miosótis é fidelidade, celósia é fertilidade, crisântemo é paixão, rosa é amor, gérbera é energia…).

O ato de jogar o buquê começou pra valer no início dos anos 1900, e soava como transferir um punhado da sorte da noiva, afinal, em tempos bicudos, o casamento era visto como aliança política e econômica, e não desfrutar do enlace podia ser uma condenação social. O problema é que quem pega o ramo tem somente seis meses para desposar, caso contrário, a solteirice será perpétua! Você ainda quer se arriscar?