Foto:Reprodução/ Harper's Bazaar
Foto:Reprodução/ Harper’s Bazaar

Por Anna Paula Buchalla

Depois da gordura trans, a vilã da vez a liderar a lista dos alimentos proibidos em prol da saúde e da boa forma é a farinha de trigo. Mais do que aumentar a gordura abdominal, ela teria, ainda, o poder de viciar. Pelo menos é o que defende o cardiologista americano William Davis, espécie de porta-voz da recente guerra declarada contra a farinha. É dele o livro fenômeno de vendas Wheat Belly (Rodale Books, US$ 25, na Amazon), que, desde o lançamento, em 2011, não sai do topo da lista dos mais vendidos do The New York Times.

Entre outras mazelas atribuídas à farinha, o cardiologista diz que ela não só é o alimento que mais causa obesidade entre os americanos, como aumenta os níveis de açúcar no sangue e os picos de produção de insulina. E o pior, segundo ele: afeta o cérebro tal como a heroína – um exagero, evidentemente, mas que serve para reforçar seu poder viciante. A teoria do médico baseia-se no fato de que o trigo que hoje consumimos em forma de farinha nem de longe lembra o grão plantado por nossos antepassados. Davis costuma dizer que, nos últimos anos, ele passou a ser geneticamente modificado, o que originou um super- carboidrato do mal. Ele seria responsável até pelo aumento de casos (cada vez mais comuns) de sensibilidade ao glúten.

O resultado do consumo exagerado é uma inflamação crônica das células, que pode levar a doenças cardiovasculares, diabetes, fadiga, acne, artrite e até demência. Seu poder viciante estaria associado a uma certa proteína chamada gliatina, que faz com que precisemos de mais farinha para nos sentirmos saciados. Tirá-la do prato, portanto, faz os níveis de fome despencarem drasticamente. Cada vez mais médicos e nutricionistas de todo o mundo defendem o fim da farinha nos cardápios – e mais e mais pessoas têm aderido ao movimento, seja para emagrecer ou para evitar doenças.

E não se iluda: não basta trocar a versão branca refinada pela integral, orgânica ou multigrãos. Segundo o médico, duas fatias de pão integral têm o mesmo índice glicêmico de duas colheres de sopa de açúcar. Uma dieta sem farinha, resulta, automaticamente, em uma cintura mais fina e o fim de uma série de males, como cansaço, mau funcionamento do intestino e indisposição.

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