Foto: Alex Falcão

Sabe aquela puxadinha do rabo de cavalo, bem de leve, mas suficiente para deixar o rosto lisinho, livre de flacidez? Pois bem. Uma nova técnica de preenchimento com ácido hialurônico propõe esse resultado: a BUp Technique, da alemã Merz Aesthetics, consiste em uma combinação de pontos estratégicos de lifting – o principal deles fica no couro cabeludo, naquela área acima da orelha, escondida pelos fios.

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Exatamente ali é feito um depósito de preenchimento. E esse é um dos grandes diferenciais da técnica, que segue com aplicações em outros pontos do rosto. O objetivo é trazer resultados mais naturais: ou seja, conseguir o efeito de lifting no rosto, mas sem dar volume a ele. “Tenho visto resultados elegantes e muito sofisticados, com pálpebras elevadas, olhos mais abertos e diminuição daquela gordurinha que provoca a chamada flacidez de jowl (bochechas de buldogue)”, diz a médica Cinthia Sarkis, da Clínica de Dermatologia e Imunologia que leva seu nome, e uma das precursoras da técnica no Brasil.

A BUp é feita com o Belotero Volume, uma das fórmulas de ácido hialurônico comercializadas pela Merz. O produto tem a vantagem de ter boa plasticidade (capacidade de se moldar) na têmpora superior e abaixo do couro cabeludo, com segurança. Para chegar à nova técnica, foi feito um estudo detalhado da anatomia da cabeça, em que foi possível concluir que há uma conexão entre os tecidos da face por meio da linha de ligamentos, que vai desde o terço superior até a região da mandíbula.

Assim, nesse tratamento da têmpora, além de causar uma elevação imediata da pele, é possível ter um efeito no contorno inferior do rosto, alcançando um resultado mais global. Como o preenchedor é aplicado em pontos laterais e posteriores a essa linha dos ligamentos, vetores de tração na pele criam uma melhor estruturação da face.

Inchaço

Foto: Alex Falcão

O resultado é a melhora dos sinais de envelhecimento do terço médio e inferior do rosto. Chegar a esses resultados apenas com o tratamento do terço superior, e evitando o inchaço – um dos grandes pesadelos de quem se submete a preenchimentos -, é uma das grandes inovações da BUp. “Todos os dias surgem técnicas novas para o tratamento do envelhecimento da face e seus estigmas, como bigode chinês, olheiras, linhas de marionete etc. Com o surgimento das técnicas de volumização da face, com o uso de ácido hialurônico, muitos desses estigmas podem ser amenizados sem que tenhamos de lançar mão de cirurgias plásticas. Porém, muitas pacientes têm medo de sair dos nossos consultórios com o aspecto de puff face (rosto inchado)”, diz o cirurgião plástico Bruno Zampieri, de São Paulo.

Agora, não se trata mais de preencher apenas o sulco ou a região malar, e, sim, a face como um todo. “A análise detalhada do rosto da paciente e das causas do envelhecimento e da perda de volume nos permite cada vez mais resultados naturais e harmônicos, e é isso que a nova técnica possibilita”, explica o médico. A aplicação do preenchedor na região da têmpora é a primeira etapa da técnica BUp, mas existem outros dois passos.

Um deles é a aplicação do Belotero Intense, outra fórmula de ácido hialurônico usada para dar estruturação no arco zigomático (também conhecido como osso da bochecha) e nas laterais do nariz, o que melhora a estrutura do terço médio. E o último passo é o uso de Belotero Volume na região malar, para reposição de volume, quando necessário.

Volume

A última etapa é realizada apenas quando a paciente tem uma perda significativa de volume. “A técnica foi aprimorada, o foco deixou de ser sulcos e rugas e se voltou para a região malar, fato que ganhou mais notoriedade depois da difusão de técnicas, como MD Codes”, completa Cinthia Sarkis. A BUp é indicada para as pacientes mais jovens, entre 35 e 55 anos, que apresentam os primeiros sinais de perda da firmeza da pele até uma flacidez mais moderada.

Além daquelas com rostos mais finos e que tenham perda de volume, e homens, que buscam resultado natural e não querem aumento de volume no terço médio. A técnica é realizada em uma única sessão e tem duração de até dois anos, dependendo de cada caso.

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