Alimentação está relacionada ao controle da ansiedade e depressão

Nutrição é aliada no combate a essas doenças

by redação bazaar
Foto: reprodução

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Doenças mentais, como a ansiedade e a depressão, afetam vários aspectos da vida. Para quem sofre com essas doenças, qualquer inovação nas maneiras de melhorar a qualidade de vida é motivo para comemorar.

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A depressão e a ansiedade são transtornos que andam juntos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 5,8% da população sofre de depressão. A estimativa é de que metade das pessoas com depressão também apresentem ansiedade.

O ato de se alimentar é muito mais do que uma maneira de adquirir vitaminas e minerais para o corpo. Ele pode influenciar nossa produtividade, vitalidade e até mesmo a saúde mental. Uma nova linha de pesquisa médica tem estudado a relação entre a alimentação e o controle dos sintomas de algumas doenças mentais. Cada vez mais, congressos psiquiátricos incluem palestras sobre como adaptar o que está no prato, para tornar a vida mais leve.

Alimentos que devem (ou não) estar à mesa
Uma das principais recomendações gira em torno de manter os níveis de açúcar no sangue sempre uniformes. A melhor maneira de fazer isso é consumindo carboidratos complexos, encontrados em frutas inteiras, como maçã e morango, e em outros alimentos como iogurte, lentilha, aveia, pães e arroz integral. Esses alimentos são metabolizados mais lentamente, o que permite um nível de açúcar constante ao longo do dia.

Consumir fibras é duplamente importante, pois, além de conter carboidratos complexos, permitem o bom funcionamento do intestino. É difícil imaginar a relação do intestino com a ansiedade e a depressão, mas manter o bom funcionamento da flora intestinal é muito importante para a produção de serotonina via intestinal.

A serotonina é um importante neurotransmissor, e sua transmissão inadequada pelo cérebro está muito associada com a ansiedade e a irritabilidade. Proteínas, óleo de linhaça e peixes também são formas de melhorar a captação desse neurotransmissor.

Folhas verdes e oleaginosas contêm vitaminas do complexo B, zinco e magnésio, também melhorando a ansiedade e o humor, sendo alimentos importantes para se colocar no prato.

Por outro lado, existem aqueles alimentos que devem ser evitados, principalmente por quem quer melhorar seu nível de felicidade. Cafeína, álcool e carboidratos refinados elevam rapidamente o nível de açúcar no sangue, o que aumenta a irritabilidade. Alimentos altamente industrializados também são um risco, por serem inflamatórios e aumentarem a liberação do hormônio cortisol, gerando indisposição e irritabilidade.

Aprender mais sobre alimentação é uma boa maneira de entender mais profundamente os impactos de cada coisa consumida. Cursos de ensino a distância, como o preparo de alimentos ou nutrição por EAD, são alternativas para quem quer aprender mais sobre o assunto. Além disso, livros e sites especializados ajudam a tirar dúvidas recorrentes.

Apesar de ter um grande impacto sobre os sintomas, a alimentação não deve substituir o tratamento terapêutico com psicólogo ou psiquiatra. Doenças complexas, como a ansiedade e a depressão, pedem um tratamento combinado.

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